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Conselho de Cidadãos vigia políticos de Coari

Instalado no sábado, o Concico é formado por funcionários públicos e profissionais liberais residentes mo município 25/02/2013 às 09:38
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Multidão de coarienses prestigiou a instalção do Conselho de Cidadãos, que via fiscalizar o uso dos recursos públicos
Lúcio Pinheiro ---

Coari (a 370 quilômetros de Manaus) se tornou nesse final de semana a segunda cidade do interior do Amazonas a ter um Conselho de Cidadãos. De iniciativa popular, o grupo tem a função de fiscalizar o uso dos recursos públicos no município.

Ostentando a condição de município mais rico do interior do Estado do Amazonas, Coari tem se destacado mesmo na última década é pelos escândalos envolvendo seus administradores, que vão desde casos de desvio de dinheiro público a acusações de exploração sexual de crianças e adolescentes.

“O que nos motivou (a criar o conselho) foi a questão da gente ver tantos descasos na nossa cidade com relação ao uso dos recursos públicos. Isso já vem ao longo dos anos, e chega o momento que você cansa, não aguenta mais”, declarou o técnico administrativo Magno da Cunha Nascimento, presidente do Conselho de Cidadãos de Coari (Concico).

Para se ter uma ideia da riqueza de Coari, somente de recursos referentes à produção de petróleo e gás (royalties), a cidade recebeu do Governo Federal, em 2012, R$ 83,5 milhões.  O dinheiro seria suficiente para construir 1.670 casas populares no valor de R$ 50 mil cada.

O Concico foi apresentado oficialmente à cidade de Coari no sábado, na praça São Sebastião, no Centro da Cidade. O ato, que reuniu aproximadamente 2 mil pessoas, contou com a participação do presidente da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção da Câmara dos Deputados, deputado federal Francisco Praciano (PT), e do deputado estadual Luiz Castro (PPS).

Francisco Praciano disse que instituições como Ministério Público e Tribunal de Contas estão longe de cumprirem o papel de fiscalizadores do uso dos recursos públicos. Por isso, o controle social, por meio de conselhos de cidadãos como o instalado em Coari, é a melhor forma de vigiar os atos da administração pública.

“As instituições não cumprem seu papel. Então, o controle social é o mecanismo mais eficiente. Falta ainda os cidadãos tomarem consciência disso. De que podem exigir informações do poder público e ingressar com ações na Justiça quanto algum desviou for praticado”, comentou Praciano.

O parlamentar disse que uma das ações da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção em 2013 será incentivar a criação de conselhos de cidadãos nos municípios.   

No interior do Amazonas, até sábado, a rede de vigilância e combate à corrupção nas prefeituras e câmaras municipais contava apenas com dois conselhos de cidadãos. Um em Iranduba e o outro em Maués.

A reportagem procurou entrevistar o prefeito de Coari, Adail Pinheiro (PRP), mas ele não estava na cidade. As chamadas ao telefone dele (91xx-xx44) foram encaminhadas para a caixa postal.