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Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas diz que ZFM tem espaço limitado

A falta de terrenos para a implantação de novas indústrias voltou a ser discutida pelos executivos, agora na reunião do Codam 01/03/2012 às 09:04
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226 projetos aprovados no ano passado pelo Codam, que somam 16,9 mil empregos nos próximos 3 anos
Cinthia Guimarães ---

Na reunião do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam), realizada ontem na Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) com aprovação de 24 projetos industriais com investimentos estimados em R$ 975 milhões e 1.124 empregos, foi suscitado o problema da falta de terrenos da União para a instalação de novas empresas no Polo Industrial de Manaus (PIM). A reclamação é antiga. A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) informou que atualmente há 114 pedidos de áreas, porém, espaços para a implantação de grandes indústrias é o mais complicado.

Segundo o superintendente da autarquia, Thomaz Nogueira, o Distrito Industrial I, na Zona Sul, não possui mais espaço. Já o Distrito II, na Zona Leste, há terrenos cuja topografia acidentada oferece difícil acesso. “Enfrentamos dificuldades nesse ponto. Estamos estudando alternativas e afirmo que essa será uma das prioridades da nossa gestão”. O economista e consultor da Profinco há 32 anos, Hélio Pereira, tocou na questão e disse que a falta de espaço físico está inibindo a implantação de novos investimentos no PIM. Prova disso, “é que uma empresa do segmento metalúrgico que irá fazer fortes investimentos no PIM”, segundo ele, precisa de um terreno de 50 mil metros quadrados, onde irá construir um prédio de 5 mil metros quadrados, mas não conseguiu nenhum local desse porte. “São vários casos. A MCT Tubos paga de aluguel R$ 35 mil por mês, num prédio de 1,8 mil metros quadrados porque não tem espaço fixo. Cobrar R$ 19 a R$ 24 o metro quadrado para o aluguel de indústrias são preços proibitivos. Tem terrenos, mas eles que são um buraco”, disse ele sobre os terrenos em regiões de depressões localizados no distrito II. “Em outras regiões do País a própria prefeitura fornece o terreno para que o investimento seja colocado. Apesar de termos uma gama de incentivos, isto está dificultando a captação de novas indústrias e até a expansão de indústrias instaladas”, completou Hélio Pereira.

Alternativa

 A alternativa, de acordo com o Thomaz, é utilizar a área da região metropolitana de Manaus, que só poderá ser explorada após a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) no Congresso Federal, ou investir para a melhoria dos terrenos. “Quando foi delimitada a área do distrito na década de 70 não tinha sido feito nenhum levantamento. No distrito 2 a topografia é muito irregular, então se torna muito dispendioso para as empresas utilizarem”. A União, através da Suframa, é quem cede terreno para que uma unidade fabril entre em operação no distrito industrial, que ganham ainda pacote de incentivos fiscais.