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Controle do Proama será definido em licitação sem definição de data

Estado e Prefeitura de Manaus decidiram que obra pública destinada à captação de água deve ser administrada pelo setor privado 24/01/2013 às 07:29
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Governador Omar Aziz e prefeito Artur Neto (à esquerda), anunciaram, nesta quarta-feira, abertura de licitação para o Proama
KLEITON RENZO ---

A novela envolvendo o Programa Águas para Manaus (Proama) ganhou, nesta quarta-feira (23), o capítulo de 2013 com o anúncio feito pelo governador do Estado, Omar Aziz (PSD) e o prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB), de que os dois preparam edital para a licitação do uso do complexo e a futura venda da água à concessionária Manaus Ambiental.

Uma data definitiva de quando será lançado o edital de concorrência para a licitação, no entanto, não foi especificada por nenhum dos dois. “O prazo legal será dado pelo que manda a legislação. Nós vamos licitar a operação do Proama. Agora são as questões menores (para discutir): o custo da produção dessa água, a compra dessa água pela empresa (Manaus Ambietal) e quem vai operar”, desviou Omar Aziz.

A pressa dos dois governos em relação ao Proama se justifica pelo fato da obra já se arrastar há cinco anos: desde a liberação do empréstimo de R$ 232,7 milhões ao então governador Eduardo Braga (PMDB), hoje senador, e também por ter passado sem resolução para o problema, pelas administrações municipais de Serafim Corrêa (PSB), de 2005 a 2008, e Amazonino Mendes (PDT), 2009 a 2012.

O temor político envolvido no “caso Proama”, é que o complexo mantenha a alcunha de  “elefante branco” e continue servindo de munição para confrontos eleitorais, como ocorreu nas eleições municipais do ano passado. “Temos uma pressa sim, mas uma pressa sensata. Nada que amanhã complique a posição jurídica do governador ou a minha. E nada que resulte em nulidade (da licitação), porque queremos estabilidade no fornecimento de água em Manaus”, disse o prefeito tucano.