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Manaus
SEPULTADO

Corpo de amazonense morto na Venezuela é enterrado sob forte emoção em Manaus

Mãe, esposa, irmã e filhos choraram e falaram do amor que sentiam por Amaury Castro, 47. Ele foi morto num latrocínio enquanto viajava com a família 16/01/2018 às 12:40 - Atualizado em 16/01/2018 às 12:47
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Foto: Winnetou Almeida
Amanda Guimarães Manaus (AM)

Foi enterrado nesta terça-feira (16) em Manaus, sob forte emoção, o corpo do amazonense Amaury Castro da Silva, de 47 anos, que morreu no último sábado (13) vítima de um latrocínio durante uma emboscada nas proximidades da cidade de Puerto Ordaz, na Venezuela. Amaury viajava de férias com a família.

O carro da funerária com o corpo do amazonense chegou ao Cemitério Parque do Tarumã, na Zona Oeste de Manaus, por volta das 11h37. O caixão foi levado até o local do sepultamento pelo filho de 16 anos e por amigos. Abalada, a mãe de Amaury chegou a abraçar o caixão e gritar chorando “o que vai ser da gente, minha filha. Meu amorzinho”, disse.


Foto: Winnetou Almeida

O filho de 16 anos de Amaury, que segurava o pai nos braços no momento da morte dele, chegou a passar mal durante o sepultamento e foi auxiliado por amigos. Durante a cerimônia fúnebre, familiares participaram de uma oração e estenderam as mãos em direção da mãe, da esposa – Bárbara Silva – e dos filhos de Amaury, o de 16 e uma moça de 19 anos.

No momento em que o corpo estava sendo sepultado, por volta das 11h55, familiares de Amaury também prestaram as últimas homenagens. “Obrigada por tudo, meu irmão. Jamais vou esquecer de tudo”, gritou a irmã do amazonense, que era funcionário do setor administrativo da empresa Rico Linhas Aéreas.


Foto: Winnetou Almeida

A filha de 19 anos também jogou pétalas de rosas amarelas antes do caixão ser enterrado. Ela falou a todos no local sobre o amor que sentia pelo pai. “Pai, eu prometo que vou te amar até o fim da minha vida. Você é o homem da minha vida. Isso não é um adeus, é um até logo. Eu te amo a mais que a mim, pai”, gritou abalada.

Também durante o sepultamento, o filho de 16 anos afirmou que havia prometido ao pai um sepultamento de uma forma digna. “Antes de morrer, ele queria me falar alguma coisa. Se despedir, não sei. Mas não conseguiu. Mas prometi naquele momento que ele seria enterrado com a família dele. Hoje ele foi sepultado de uma forma digna”, disse.


Foto: Winnetou Almeida

Velório

Hoje, mais cedo, o corpo de Amaury foi velado na funerária Almir Neves, no Centro de Manaus. Os familiares optaram por não autorizar que a imprensa acompanhasse a cerimônia, mas um parente, tio da esposa de Amaury, Douglas da Costa, afirmou que a família estava abalada e totalmente surpresa com tudo que aconteceu. “Nós nunca estamos preparados para esse momento de perda. Todos nós vamos passar pela morte, mas isso sempre é uma surpresa, ainda mais do jeito que foi”, disse.

Chegada do corpo

Ontem, por volta das 19h50, o corpo de Amaury Castro chegou a Manaus em uma aeronave da Rico Linhas Aéreas no terminal 2 do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, o “Eduardinho”. Familiares da vítima aguardavam no local a chegada do corpo e recepcionaram a esposa e os filhos de Amaury. Uma homenagem feita pelo Corpo de Bombeiros, despejando água de duas viaturas, marcou a ocasião.