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Corpo de jovem assassinado ainda não foi liberado pelo IML

A família recebeu um  comunicado  solicitado pelo perito Alfredo Honório de Valois Coelho, que pedia a realização de mais exames necroscópicos,  para liberar o atestado de óbito 31/03/2012 às 14:01
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O corpo de Bruno Menezes de Souza, continua no Instituto Médico Legal (IML)
acritica.com ---

O Instituto Médico Legal (IML) ainda não liberou o corpo do estudante Bruno Menezes de Souza,18, que pode ter sido assassinado pelo policial militar Marcos Pinheiro, por ciúmes da ex-mulher deste, Joseane  Alves.

Nesta sexta-feira (30), a família recebeu um  comunicado  solicitado pelo perito Alfredo Honório de Valois Coelho, que pedia a realização de mais exames necroscópicos,  para liberar o atestado de óbito. 

“Isso é um absurdo. Tem sete dias e não posso velar o corpo do meu filho?”, reclamou Francinete Menezes. O pai, Francisco Sebastião de Souza, estranha a situação. “Tem alguma coisa aí. Não deram nem prazo para liberar o corpo. O perito falou que só vai ter uma prova concreta daqui a cinco ou dez dias. Enquanto isso, aquele monstro continua trabalhando na polícia. E a Joseane fugiu, no carro da polícia. Nós temos imagens quando ela saiu de lá. Nós vamos apresentar essas imagens para a delegada”, disse o pai de Bruno.

Ameaças

Franciente voltou a afirmar que a família vem sendo ameaçada. “Na segunda-feira, nós estávamos sentadas lá, esperando notícias sobre o Bruno, quando ele e mais três policiais foram buscar ela, no carro da polícia. Ela inventou para ele que tinha gente querendo linchar ela lá  na Vila. Nós vimos ele. Teve um  tal de tenente Mesquita que  ameaçou a gente dizendo que,  da próxima vez que ele fosse lá,  ele não ia conversar mais. Acho que era de lá do quartel desse  Marcos. Eles foram no carro da polícia”, disse Francinete. 

Francisco Sebastião disse que na terça-feira, mais dois PM´s  foram a casa da mãe dele. “Eles só faltaram derrubar a porta da casa da minha mãe. Foi quando o vizinho saiu e perguntou o  que estava acontecendo. Os PM´s disseram que tinha uma denúncia de que estava havendo uma  confusão na casa 5, que  é da minha mãe e onde não tinha ninguém. Aí o vizinho falou que não estávamos lá. Dessa vez nós anotamos a placa: viatua PM-256571. Fomos a corregedoria dar a placa dessa viatura”, disse. 

A prisão preventiva do PM Marcos foi solicitada na sexta-feira,pela titular da Delegacia de Especializada de Homicídios e Sequestros (DEHS).