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Corpo encontrado dentro de saco em matagal é de engenheiro desaparecido há 20 dias

Através de dois exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML), conhecidos como odontograma legal e laudo antropológico, ficou constatado que o corpo encontrado em estágio avançado de putrefação, dentro de um saco, com uma das pernas para fora, é de Ken Wheeler 20/12/2012 às 07:45
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Ken Wheeler da Silva Araújo
acritica.com Manaus (AM)

O corpo encontrado no último sábado (15) em um matagal localizado na rua Bambuzinho, próximo a Escola Municipal João Paulo II, no bairro Puraquequara, Zona Leste de Manaus, é do engenheiro da Petrobras Ken Wheeler da Silva Araújo, de 47 anos, desaparecido desde o último dia 28 de novembro depois que saiu de uma academia.

Através de dois exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML), conhecidos como odontograma legal e laudo antropológico, foi constatado que o corpo encontrado em estágio avançado de putrefação, dentro de um saco, com uma das pernas para fora, é de Ken Wheeler.

Em se tratando de corpos em estado avançado de putrefação, esqueletização e carbonização, os processos de identificação são realizados pelo IML por meio do exame de odontograma legal, que é um inventário da arcada dentária.

Comparado com exames odontológicos realizados pelo engenheiro enquanto estava vivo, confirmou-se com 99% de certeza que o corpo examinado é o de Ken Wheeler. Ele usava aparelho ortodôntico na parte superior e inferior dos dentes.

O exame antropológico, que é feito com a medição dos ossos, caixa craniana, coluna vertebral, identificam com precisão a idade da pessoa, sexo, altura, cor da pele e causa da morte.

Exames que foram entregues pela família do engenheiro, além de coletas de material genético para o exame de DNA, auxiliaram durante os processos de identificação. O corpo possui uma marca de tiro na cabeça, possivelmente causando por um traumatismo craniano, mas o laudo de necropsia dará a causa da morte ainda essa semana.

Sumiço
Ken Wheeler da Silva Araújo saiu de casa para fazer fisioterapia na Academia Cagin, localizado na rua Valério Botelho de Andrade, bairro São Francisco, Zona Sul. Os funcionários o viram deixando o local em seu carro, um Honda Fit, de cor Preta e placas NOL 7036. Natural de Belo Horizonte, Ken trabalhava como engenheiro há 20 anos na Petrobras.

No mesmo dia do seu desaparecimento, Ken compartilhou na sua página pessoal do Facebook um vídeo que fala sobre esperança, mesmo sentimento que levou familiares a realizar ações nas redes sociais para auxiliar na divulgação do desaparecimento, na expectativa de que alguém pudesse ter alguma informação sobre o paradeiro do engenheiro.

Até o encontro do corpo, na Zona Leste, nenhuma pista que pudesse levar ao paradeiro do engenheiro foi registrada pela polícia, que investigava o caso. De acordo com pessoas que conviviam com o engenheiro, Ken não tinha inimigos e se relacionava bem com os colegas de trabalho.