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Manaus
Cotidiano, Cheia, rio Negro, Defesa Civil, Subcomandec, CPRM

Cota do rio Negro registra 28,9 m, nesta terça (24), em Manaus

Apesar da marca ser considerada suficiente, pela Defesa Civil estadual, para o decreto de situação de emergência, a Prefeitura de Manaus irá aguardar alerta do CPRM  24/04/2012 às 11:46
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Na parte alagadiça do bairro São Raimundo várias casas se econtram sob a ameaça do rio Negro
Síntia Maciel Manaus

A cota do rio Negro marcando 28.90 metros nesta terça-feira (24), já é o suficiente para o município de Manaus decretar situação de emergência. A informação é do coordenador do Subcomando de Ações da Defesa Civil do Estado (Subcomandec) Hermogenes Rabelo.

A partir do decreto, explica ele, o Subcomandec poderá atuar nas áreas comprometidas pela cheia, prestando ajuda humanitária, com a distribuição de kits de higiene, limpeza, remédios, colchões, entre outros.

Segundo ele, o rio Negro está subindo uma média de 5 centímetros diariamente, e a expectativa é a de que a cheia deste ano ultrapasse a marca da registrada em 2009 que foi de 29,77 metros, conforme dados do Serviço Geológico do Brasil (CPRM).  

“A nossa estimativa é a de que até a segunda quinzena de junho a cheia deste ano ultrapasse a cota de 2009”, salienta Rabelo.

Ainda de acordo com ele, 25 municípios do Amazonas já decretaram situação de emergência.    

A prefeitura por meio as Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) informou que o decreto de situação de emergência para Manaus só será emitido a partir do alerta do CPRM, que está monitorando o nível da subida do rio Negro.

Conforme informações da Semcom, o município está acompanhando nove áreas em Manaus, que já se encontram alagadas: São Raimundo, Glória, São Geraldo, Matinha, Bariri, Raiz, Betânia, São Jorge e Educandos.

Ainda conforme a Semcom, neste ano a Secretaria Municipal de Defesa Civil (Semdec) está apenas trabalhando na construção de pontes de madeira – um total de 1.500 metros de pontes já foram erguidos -, como o órgão não construiu marombas não é possível estimar o número de famílias que já estão afetadas pela cheia em Manaus.