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Manaus
Cotidiano, Ponta Negra, CPRM, CMM, Prefeitura de Manaus, MPE/AM

CPRM atesta falhas no terreno da Ponta Negra e recomenda o fechamento temporário do balneário

Análise técnica da CPRM realizada na praia da Ponta Negra a pedido da Câmara Municipal de Manaus identificou a existência de buracos na área aterrada, que variam de 2 a 6 metros de profundidade 21/11/2012 às 16:16
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Utilizado imagens em 3D o coordenador dos estudos, engenheiro André Santos, explicou como se encontra o terreno da Ponta Negra
Florêncio Mesquita e Síntia Maciel Manaus

Alto risco. Essa foi a definição utilizada pelo superintendente da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), Marco Antônio Oliveira, a respeito dos buracos identificados na praia da Ponta Negra, localizada na Zona Oeste de Manaus, durante a análise geológica realizada pelo órgão, cujos resultados foram divulgados nesta quarta-feira (21).

Cópias do relatório gerado a partir da análise técnica realizada no balneário foram repassadas momentos antes da coletiva de imprensa, à Câmara Municipal de Manaus (CMM) – que solicitou os estudos do CPRM na praia -, Ministério Público do Estado (MPE-AM), e a Prefeitura de Manaus.

De acordo com as explicações feitas pelo coordenador dos trabalhos, o engenheiro André Santos, a análise do terreno da Ponta Negra revelou que há problemas no aterro da praia.

Os trabalhos foram realizados entre a faixa da praia que compreende o anfiteatro – atualmente fechada em virtude de obras que estão sendo realizadas -, até o trecho aberto aos banhistas.

Enquanto na área fechada, não foi verificada a existência de falhas, já que a faixa de terras ainda está contínua, na área aberta ao público, que foi aterrada para que pudesse dar lugar à  praia perene, foram identificados no terreno buracos cujas profundidades variam de 2 metros a 6 metros.

“Uma pessoa que caminha com a água até a altura do joelho, de repente pode cair dentro de um desses buracos e se não souber nadar pode se afogar, devido à profundidade dos mesmos. Há um alto risco para os banhistas”, observa Marco Antônio.

A recomendação do CPRM é de que o balneário seja temporariamente fechado, até que o problema seja resolvido. Entretanto, as soluções para corrigir as falhas, conforme o superintendente regional do CPRM, devem ficar a critério e sob a responsabilidade da Prefeitura.