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Criminalidade é reduzida na praça da Matriz, em Manaus

O policiamento no entorno da Catedral Metropolitana de Manaus, no Centro, foi reforçado após denúncias e a média de casos diários de furto diminuiu 18/08/2014 às 10:33
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Viaturas do Ronda no Bairro, agora, passam o dia nas ruas, mas população questiona até quando operação será mantida
Jéssica Vasconcelos ---

Os constantes assaltos no entorno da Catedral Metropolitana de Manaus (Matriz), no Centro, Zona Sul, que vinham deixando lojistas, consumidores e fiéis da igreja preocupados, começaram a diminuir, segundo dados do major da 24º Companhia Interativa Comunitária (Cicom) Herlon Gomes.

Desde quarta-feira, policias do programa Ronda no Bairro têm intensificado o patrulhamento da área e montado barreiras em ponto estratégicos do Centro, como na esquina da avenida Eduardo Ribeiro com a 7 de Setembro e em frente ao terminal central de ônibus.

De acordo com o major, eram registrados, em média, 30 furtos por dia e, desde a intensificação do patrulhamento, esse número caiu para 16 casos diários. “Estamos fazendo ações simples, mas que oferecem uma sensação maior de segurança à população, pois inibem as ações dos infratores”, disse Herlon Gomes.

Além do patrulhamento ostensivo, placas com o telefone da Cicom serão colocadas nas praças e paradas de ônibus, a partir da semana que vem, para que a população saiba como procurar a polícia e denunciar as ocorrências.

Abandono

Apesar do aumento do patrulhamento ostensivo, ainda é possível encontrar usuários de drogas escondidos no antigo posto policial que funcionava na Matriz e que está fechado, com tapumes, para reforma, mas em estado de abandono.

Entre os frequentadores do Centro, a sensação ainda é de medo e desconfiança, pois mesmo com as viaturas estacionadas, as pessoas questionam até quando a operação será mantida. Para o eletricista Isaul Marques, 54, que uma vez por mês vai ao Centro para fazer compras, a presença das viaturas e policiais próximos dos locais mais perigosos é importante, mas isso precisa ser acontecer e durante todo o dia, ou os bandidos vão acabar encontrando novas formas de agir. “Eu me sinto protegido, mas isso deve ser sempre, senão não adianta”, disse Isaul.

A funcionária pública Maria Isolda de Lima, 55, que frequenta a igreja da Matriz, conta que sempre ocorreram bastante assaltos próximo à igreja, mas a situação piorou depois da retirada dos camelôs. “Antes, tudo ficava aberto e eles trabalhavam todos os dias, então quem vinha pra igreja se sentia seguro, pois em qualquer situação poderiamos pelo menos gritar por ajuda. Agora só vemos marginais e prostitutas, que passam o dia circulando por aqui”, disse Maria Isolda.

O major Herlon Gomes lembrou que os camelôs ajudavam na segurança do Centro, pois muitos mantinham seguranças particulares nas bancas durante a noite. “Eles ajudavam porque, em qualquer situação, alertavam a polícia, e isso acabava inibindo a ação dos bandidos que, porventura, quisessem fazer algo”, explicou o major.