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Criminosos oferecem prêmio em dinheiro para quem matar delegado em Manaus: R$ 50 mil

Dois dias após relatar ameaças antigas para a reportagem do Manaus Hoje, delegado George Gomes se vê envolvido em outra, agora com dinheiro vivo 20/01/2016 às 10:17
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Gomes diz que esta ameaça é normal para ele. “A ideia deles é fazer isso para intimidar, mas não intimida", afirma
Kamyla Gomes Manaus (AM)

“Essa ameaça não me preocupa, pelo contrário, é até motivadora para continuar combatento o tráfico de drogas”, declarou o delegado George Gomes, titular do 2° Distrito Integrado de Polícia (DIP), ao saber que sua cabeça estaria valendo R$ 50 mil na mão dos bandidos.

Conforme conversa com a equipe de reportagem do MANAUS HOJE, Gomes destacou que esta ameaça é normal para ele. “A ideia deles é fazer isso para intimidar, mas como não intimida, a nossa ideia agora é agir com mais força”, afirmou.

Na edição de segunda-feira (18), do MH, o delegado George contou histórias de amaeças que recebe ao longo da carreira por conta do intenso trabalho da equipe do 2° DIP, que vem combatendo o tráfico na área da Zona Sul.

A nova ameaça parte de um traficante identificado como ‘Wal’. Na tarde de ontem, por volta de 14h, um homem identificado como Walderlam Arcenio de Melo, 39, se apresentou-se na presença de um advogado para afirmar que tomou conhecimento de uma matéria jornalística informando que havia sido preso após ameaçar o delegado.

George contou que o homem negou qualquer envolvimento nesta situação. “Ele disse que há várias pessoas com o mesmo apelido de Wal ali pela área, e que não foi ele o autor das ameaças”, contou o delegado, acrescentando que a equipe do 2° DIP fará as devidas investigações para descobrir quem são os responsáveis pela ameaça contra a vida dele.

George disse que continuará realizando seu trabalho no combate aos crimes, principalmente tráfico, na Zona Sul.

Traficantes na área

Conforme o delegado George Gomes, a área da Zona Sul ‘ferve’ quando o assunto é tráfico de drogas.  De acordo com ele, há grandes traficantes na área e muitas prisões já foram realizadas.

No dia 6 de janeiro deste ano, a equipe de investigação, comandada pelo delegado, prendeu cinco pessoas na Feira da Panair.

Eles utilizavam uma joalheria, a qual servia de fachada como “laboratório” de refino de drogas, onde foi apreendida a quantia de R$ 14 mil. O delegado afirma que as ações continuarão, mesmo com as ameaças.