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Crise na economia prejudica a indústria no PIM

Yamaha, por exemplo, dará até 30 dias de férias coletiva em julho 06/06/2012 às 10:17
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Comercialização recuou este ano
Renata Magnenti Manaus (AM)

Com a economia ladeira abaixo, os efeitos continuam sendo sentidos nas fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM). Na programação deste ano, as férias coletivas do meio do ano serão estendidas por até 30 dias, vinte a mais do que normalmente se dá aos trabalhadores. O quadro é grave e não há, entre especialistas e industriais, expectativa de melhora enquanto não houver oferta de crédito.

Na fábrica da Yamaha, as férias coletivas começam no dia 6 de julho. Geralmente são dados dez dias de folga aos industriários, mas este ano, serão 20 dias. Além disso, ao menos duas das quatro, linhas montagens ficarão paralisadas por 30 dias, segundo o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos e industriário da Yamaha, Valdemir Barreto. “O clima na fábrica é de medo e incerteza. Em maio, foram demitidas 110 pessoas. No, ano passado, nesse período, não houve demissões”, disse.

Ainda em maio, a fábrica da Moto Honda ficou quase uma semana sem produzir. Nesta semana, não houve produção na segunda-feira. As férias coletivas estão programadas para o dia 2 de julho e, por enquanto, terá duração de dez dias, como nos anos anteriores, segundo o diretor executivo do Sindicato dos Metalúrgicos e industriário da Honda, Raimundo de Oliveira. “Os empresários têm pressionado o Governo Federal para que os bancos voltem a dar crédito, do contrário, nosso destino será incerto”.

O presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon), Ailson Resende, acrescentou que as paralisações se estendem também às fábricas de produtos da linha branca. “Sei que a Eletrolux, por exemplo, está sem produzir desde a semana passada e a previsão é que retomem as atividades somente no dia 11”.

De acordo com o presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, algumas fábricas estudam a possibilidade de antecipar as férias coletivas. “O PIM vai muito mal, não tanto quanto em 2009, mas sabemos que não será possível recuperar o que se deixou de produzir no primeiro semestre”, disse. O presidente da Associação das Indústrias e Empresas de Serviços do PIM (Aficam), Cristovão Pinto, acrescentou que a maioria das fábricas deve emendar a sexta-feira, após o feriado de Corpus Christi.