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Cronograma de ampliação do Aeroporto de Manaus será discutido na Aleam

A não contemplação dos terminais de carga e logística (TECA) na reforma do aeroporto é uma das preocupações de Sidney Leite, autor do requerimento para a audiência 28/02/2012 às 16:58
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Obra no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes será tema de audiência pública na Aleam
acritica.com Manaus

A reforma e ampliação do aeroporto Internacional Eduardo Gomes será tema de audiência pública em 19 de março, na Comissão de Transporte, Trânsito e Mobilidade, da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE).

O deputado estadual Sidney Leite (DEM), autor do requerimento para a audiência, quer discutir o cronograma da ampliação, exposição do projeto executivo, demonstração da planilha físico-financeira da obra e outros dados referentes a ampliação do aeroporto, com representantes da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o consórcio vencedor do certame (Encalso-Engevix-Kallas), Governo do Estado, Prefeitura de Manaus, Agências de Turismo e representantes dos setores do comércio e da indústria.


“O transporte aéreo, quer seja de passageiros ou de cargas, é vital para o desenvolvimento econômico e social do nosso Estado. Passados 35 anos desde a inauguração, o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes (AIEG) possui praticamente a mesma estrutura da época”, destacou Sidney Leite, durante o discurso nesta terça-feira (28), no plenário Ruy Araújo da ALE.


A não contemplação dos terminais de carga e logística (TECA) na reforma do aeroporto é uma das preocupações de Sidney Leite. A estrutura defasada, ressalta o parlamentar, pode prejudicar o abastecimento do Polo Industrial de Manaus (PIM), causando gargalos como o que ocorreu no início de 2010, quando a liberação das mercadorias chegou a demorar 15 a 20 dias, trazendo prejuízos às empresas calculados em R$ 500 milhões.


Sidney Leite destacou, ainda, a importância do modal aéreo para a competitividade da Zona Franca de Manaus (ZFM), que completa 45 anos nesta terça-feira (28), e pediu a urgente instalação de um grupo de trabalho do PIM na Assembleia Legislativa. “Apesar de mais caro, o transporte aéreo é o principal meio de abastecimento de insumos para a produção de eletroeletrônicos”, afirmou. O grupo de trabalho do PIM, disse ele, deverá ser formado por parlamentares, governos federais, estaduais e municipais, representantes das indústrias e dos trabalhadores, com a incumbência de apontar e consolidar alternativas econômicas para o fortalecimento do modelo.


O TECA de Manaus é o terceiro maior em movimentação do Brasil. Só perde para o de Guarulhos (SP) e Viracorpos (SP). A previsão para movimentação de cargas em 2012 é de 200 mil toneladas. Ano passado, movimentou 125,9 mil toneladas, superando em quase 3% os resultados de 2010, e representando 37,8% de toda a movimentação dos terminais de logística de cargas aéreas do País.


Para atender toda esta movimentação de cargas o AIEG dispõe de três terminais de carga: o TECA I, inaugurado em 1976; o TECA II, de 1980, e o TECA III, inaugurado em 2004.