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Cultura negra exige reflexão da sociedade neste feriado

Manifestações contra negros e a cultura deles mobilizaram movimentos sociais po respeito aos afros-descendentes 19/11/2012 às 07:00
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O Projeto Jaraqui, realizado todos os sábados na antiga praça da Política Militar, abordou neste fim de semana a consciência negra
Mariana Lima ---

Os 62 municípios do Amazonas decretaram feriado nesta terça-feira (20), em comemoração ao Dia da Consciência Negra. A data, segundo estudioso, precisa ser usada para avaliar a importância do negro na história do Estado e a intolerância político-religiosa que ainda sofrem.

Segundo dados da Secretaria de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial (Seprir), do Governo Federal, 1.047 municípios de todo País decretaram o dia 20 de novembro como feriado pelo Dia da Consciência Negra. No Amazonas, conforme a lista, todos os municípios decretaram feriado por lei municipal.

O feriado, segundo o professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e membro do Núcleo de Política do Amazonas, Ademir Ramos, precisa ser um tempo de reflexão da importância da cultura negra.‘‘Os negros estiveram presentes em vários momentos da história do nosso Estado. Na época da borracha, por exemplo, tivemos grande participação da mão de obra deles. Agora vivemos um novo fenômeno da participação, que é o papel dos haitianos no Estado’’, comentou Ademir.

Segundo o antropólogo, os haitianos que moram no Amazonas têm papel determinante na construção histórica do Estado e que a participação deles será vista de forma mais efetiva, politicamente, nas próximas décadas: “Daqui a 50 ou 60 anos essas pessoas ou os descendentes dessas pessoas estarão atuando efetivamente no cenário político-governamental do Estado. Mais do que nunca é tempo de se refletir sobre a intolerância com essa cultura”.

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