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Dados do Inep revelam que o Amazonas tem terceiro menor índice de reprovação no Brasil

De acordo com o Inep, os Estados com maior índice total de reprovação no ensino médio são Rio Grande do Sul, com 20,7%, Rio de Janeiro, com 18,5%, Distrito Federal (18,5%), Espírito Santo (18,4%) e Mato Grosso (18,2%). 17/05/2012 às 08:21
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Edson Melo disse que a Seduc oferece reforço escolar durante o ano letivo
ana celia ossame Manaus

O Estado do Amazonas tem as menores taxas de reprovação no ensino médio, com índice de 6%, abaixo de Estados como o Pará, cujo índice foi de 12,7% e do Amapá, com 13,9%, para citar alguns da Região Norte. O índice é menor, inclusive, que a taxa nacional, de 13,1%, conforme dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

O diretor do Departamento de Políticas e Programas Educacionais da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Edson Melo, informou que o órgão tem uma política para essa questão, buscando identificar os alunos em dificuldade e oferecendo reforço escolar durante o ano letivo.

De acordo com o Inep, os Estados com maior índice total de reprovação no ensino médio são Rio Grande do Sul, com 20,7%, Rio de Janeiro, com 18,5%,  Distrito Federal (18,5%), Espírito Santo (18,4%) e Mato Grosso (18,2%).

Reforço
Ao lembrar denúncias feitas recentemente de que a Seduc pressionaria os professores para aprovar alunos de qualquer forma, Melo observou que o objetivo da escola não é reprovar, mas que isso acaba acontecendo quando, por exemplo, a família não participa da vida escolar do filho e também quando a escola não usa estratégias para evitar esse problema.

“Reprovar um aluno significa, num futuro próximo, levá-lo a abandonar a escola, porque ele, ao ter que rever todas as disciplinas, ficará desmotivado”, explicou, informando que, baseada na lei 9394/96, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), e no Regimento das Escolas Estaduais do Amazonas, a Seduc contratou, ano passado, 367 universitários das áreas de Pedagogia, Português, Matemática e Ciências para atuar como estagiários no programa de reforço escolar.

Com isso, explica Melo, o Estado faz o que preconiza a LDB, quando determina a avaliação contínua e cumulativa e torna obrigatórios estudos de recuperação dos alunos, em períodos paralelos ao do letivo.

“Isso significa dizer que o aluno precisa recuperar o conteúdo ministrado e a nota do referido conteúdo em que obteve nota baixa”, argumenta o diretor. Ele cita ainda o artigo 66 do Regimento das Escolas do Estado, que preconiza: “o estudante que não atingir o mínimo exigido no conteúdo avaliado terá tantas oportunidades de estudo de recuperação paralela e avaliação quanto possível para amenizar as dificuldades relativas aos conteúdos”.

A reprovação acontece, segundo o diretor, quando há ausência da família no acompanhamento das crianças e jovens na escola, resultado das mudanças ocorridas na sociedade, como a entrada da mulher no mercado de trabalho.

9.175 alunos foram atendidos ano passado com o reforço escolar na rede pública de ensino da capital e interior do Estado. Foram 113 escolas na capital e 71 em 13 municípios do interior,  nos quais estão implantadas as universidades federal e estadual.