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Manaus
ARGUMENTO

Defesa de delegado que matou no Porão pede que ele responda em liberdade

Para advogada, Gustavo Sotero não representa perigo para a sociedade e defende tese de que não houve crime pois agiu em legítima defesa 05/12/2017 às 14:59
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Joana Queiroz Manaus

A defesa do delegado da Polícia Civil Gustavo Sotero, preso após matar o advogado Wilson Justo Filho, no Porão do Alemão, no último dia 25, vai pedir a liberdade dele por entender que Sotero não representa risco nenhum à sociedade.

A informação é de uma das advogadas do policial civil, Carmen Romero, que segue defendendo a inocência de Sotero com base no argumento de legítima defesa. Ele levou um soco de Wilson Justo e reagiu disparando cinco tiros.

Segundo a advogada, em breve a defesa vai pedir a reconstituição da confusão que começou com uma agressão ao delegado por parte do advogado e terminou com a morte de Wilson, com a esposa dele, Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira, ferida com um tiro na perna e com os empresários Iuri Paiva e Mauricio Rocha feridos nas costas e no abdome.

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A advogada defendeu que Gustavo Sotero não cometeu nenhum crime e  que o caso dele trata-se de excludentes de ilicitude - uma causa excepcional que retirar caráter antijurídico de uma conduta tipificada como criminosa.  “Até o momento ele (Gustavo Sotero) ainda não sabe por que foi agredido. Ele estava ali, se divertindo, quando recebeu a agressão violenta e reagiu para fazer cessar”, afirmou a advogada Carmem Romero.  Ainda segundo ela, Sotero estava se divertindo, não estava paquerando ninguém e foi pego de surpresa.

De acordo com Romero, a defesa de Sotero está acompanhando todos os procedimentos que estão sendo tomados em relação ao que aconteceu naquela noite, tanto no inquérito policial quanto no procedimento administrativo, e coletando provas. De acordo com ela, as provas são robustas eserão usadas num momento oportuno para a defesa do seu cliente, que segue preso na Delegacia Geral.

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