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REFORÇO

Defesa do delegado Gustavo Sotero ganha auxílio de ex-advogado do goleiro Bruno

Informação foi confirmada pela advogada do delegado nesta sexta-feira (1°). Tese a ser utilizada será de legítima defesa por parte de Sotero 01/12/2017 às 23:09
Show dalledone
Foto: Reprodução
Oswaldo Neto Manaus (AM)

O delegado Gustavo Sotero, acusado de matar a tiros o advogado Wilson Justo durante uma briga no Porão do Alemão, contará em sua defesa com o trabalho do advogado criminalista Cláudio Dalledone Júnior, que atuou no caso do goleiro Bruno em 2010, condenado pela morte de Eliza Samúdio. A informação foi confirmada pela também advogada de Sotero, Carmem Romero.

“Foi levada em consideração a experiência dele não só nesse caso (goleiro Bruno), mas no geral com o Tribunal do Júri. Eu e o Sindepol entramos em comum acordo da convocação dele. A ajuda será bem vinda”, disse a advogada ao Portal A Crítica, afirmando que o advogado está em Manaus desde quinta-feira (30) para obter detalhes sobre o caso. Ela também confirmou que uma arrecadação entre os delegados é feita para pagar o trabalho de Dalledone.

"É uma arrecadação entre eles, não tem nenhum vínculo com a Polícia Civil. O Gustavo era uma pessoa muito querida entre os delegados", disse ela. 

Uma coletiva de imprensa está marcada para a tarde de sábado (2) entre o Sindicato dos Delegados do Amazonas (Sindepol-AM) e os dois advogados no hotel Mercure, localizado na avenida Mário Ypiranga, Zona Centro-Sul de Manaus.

Legítima defesa

De acordo com a advogada Carmem Romero, a principal linha usada por Sotero continuará sendo a tese de legítima defesa. “A tese continua sendo e vai ser mantida por mim e pelo delegado Dalledone. Não há dúvidas sobre isso e há indícios, mas não vamos explorar agora”, disse ela.

Durante a missa de sétimo dia do advogado Wilson Justo, ocorrida na noite desta sexta-feira (1°), a advogada da vítima, Catharina Estrella afirmou que a defesa deverá provar a legítima defesa. “É dever do delegado (Sotero) provar esta tese, pois no inquérito isso não está sendo configurado. Então, o que o advogado vai alegar é direito dele, não da família. Ele fala o que quiser, mas o que está nos vídeos e fatos apurados é divergente”.