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Delegacia abre investigação e averigua se incêndio em Manaus foi criminoso

Delegacia de Ordem Pública e Social (Deops) instaurou inquérito para apurar o incêndio. Titular da Deops, Catarina Saldanha, disse que todas as linhas serão levadas em consideração, inclusive a  de incêndio criminoso 28/11/2012 às 14:12
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Moradores das casas atingidas pelo incêndio tentaram retirar pertences; mais de 500 casas foram atingidas
A Crítica Manaus

O incêndio que destruiu os barracos de 547 famílias moradoras da comunidade Arthur Bernardes, no bairro de São Jorge, Zona Oeste, acendeu um alerta dentro do Governo do Estado.

A Delegacia de Ordem Pública e Social (Deops) instaurou inquérito para apurar o incêndio. Titular da Deops, Catarina Saldanha disse que todas as linhas serão levadas em consideração, inclusive a  de incêndio criminoso.

Catarina Saldanha informou que investigações preliminares  apontaram "boatos" mencionados por moradores e vítimas do incêndio que sinalizariam a origem criminosa do suposto acidente. “Mas por enquanto não podemos afirmar nada. Esses boatos são coisas que a gente ouve e são os mais desencontrados possíveis. Ainda não podemos afirmar realmente a causa. Estamos iniciando uma investigação e vamos nos valer da perícia e do boletim de ocorrência emitido pelos Bombeiros”, disse a delegada.

Nesta quarta-feira (28), policiais e peritos da Deops e do Instituto de Criminalística da Polícia Civil devem retornar à comunidade para apurar o incidente. Outra linha de atuação indica a ocorrência de um curto-circuito na rede elétrica, que é formada por ligações clandestinas.

Lideranças comunitárias do bairro São Jorge e da própria comunidade Arthur Bernardes ouvidas na tarde desta terça (27) rechaçaram a possibilidade do incêndio ter sido provocado propositalmente para agilizar o pagamento de indenizações ou acelerar a entrega das obras do Prosamim no igarapé Cachoeira Grande. Mas eles acreditam que, após o incêndio, o governo vá agilizar o início das obras e, consequentemente, a entrega dos apartamentos aos moradores.

Indagado sobre a declaração dada por ele à TV A CRÍTICA, de que o sinistro já estava “programado para acontecer”, o vice-presidente da Associação dos Moradores do bairro São Jorge, Francisco Palheta, voltou atrás na declaração. “O que eu quis dizer é que era uma tragédia anunciada porque poderia dar um vendaval, uma cheia ou mesmo algum problema com essas ligações clandestinas. Ninguém ia causar o incêndio de propósito. Tem muita criança que fica sozinha enquanto os pais vão trabalhar. O problema é que governo está demorando muito para fazer a entrega dessa obra e não dá explicação. Porque  a gente sabe que está tudo licitado e tem dinheiro”, disse Palheta.

Na declaração dada à repórter Fabíola Gadelha, ele disse que o incêndio estava programado e que tragédias semelhantes haviam ocorrido em comunidades do igarapé do Mestre Chico, na Cachoeirinha, e na comunidade Bariri, no bairro Presidente Vargas, ambas programadas para receber obras do Prosamim.