Publicidade
Manaus
Manaus

Delegada diz que vai entregar documentos sigilosos à empresário Waldery Areosa

Titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente atende à determinação do juiz Julião Lemos Sobral Júnior, que beneficiou empresário. Na última terça-feira (20), durante plantão judicial, magistrado concedeu a Waldery Areosa o direito de ter acesso às informações 26/11/2012 às 11:55
Show 1
Empresário Waldery Areosa
acritica.com Manaus, AM

A titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), Linda Gláucia de Moraes, afirmou nesta segunda-feira (26) que vai entregar ao empresário Waldery Areosa Ferreira cópias dos documentos da investigação que apura a exploração sexual de crianças e adolescentes em Manaus.

A delegada atende à determinação do juiz Julião Lemos Sobral Júnior, que beneficiou o empresário. Na última terça-feira (20), durante plantão judicial do feriado, o magistrado concedeu a Waldery Areosa o direito de ter acesso às informações.

No pedido feito ao juiz, a defesa de Areosa afirmou ter recebido informações sobre a abertura de uma investigação contra o empresário na Depca. Na ação, ele alegou ter o direito de ser informado sobre a investigação, com base em jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF). 

A delegada Linda Gláucia de Moraes informou, por meio da assessoria de imprensa da Polícia Civil, que a cópia dos documentos "não foi entregue" até o final da manhã desta segunda-feira, mas "será entregue porque há intimação judicial". Linda Gláucia não estipulou data para a entrega dos documentos da investigação. 

Waldery Areosa Júnior, filho do empresário, também entrou na Justiça do Amazonas com o mesmo pedido e tenta ter acesso aos documentos da investigação.

Operação Estocolmo
Na manhã da última sexta-feira (23), a Polícia Civil deflagou a "Operação Estocolmo", que prendeu supostos integrantes de uma rede de exploração sexual infanto-juvenil. Entre os suspeitos de se beneficiar com o crime estão empresários do Amazonas.

Quarenta e seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos – nas casas das vítimas, dos agenciadores e dos empresários –, e outros oito de prisão. Celulares, mídias digitais, fitas VHS, foram alguns dos materiais apreendidos e enviados à perícia técnica.