Publicidade
Manaus
Manaus

Delegado-geral da Polícia Civil do AM é pressionado a dar explicação sobre fraudes em concurso

De acordo com o presidente do Sindpol, a versão oficial era de que os cinco envolvidos no caso exerciam funções na Polícia Civil por força de ordens judiciais 03/05/2012 às 15:05
Show 1
O delegado-geral de Polícia Civil do Amazonas, Mário César Nunes, nega que tenha havido fraude
JOELMA MUNIZ Manaus

O presidente do sindicato da Polícia Civil do Amazonas (Sindpol), Moacir Maia, afirmou na manhã desta quinta-feira (3) que irá acionar o delegado-geral da Polícia Civil, Mário César Nunes, para que explique os motivos da nomeação de cinco candidatos reprovados no concurso para delegado realizado em 2009, entre eles, o próprio filho, Caio César Medeiros Nunes.

“O que sabíamos é que essas pessoas tinham ocupado o cargo por meio de liminares. Mas, com as revelações feitas pelo jornal A Crítica, estamos analisando a situação mais de perto”, disse.

De acordo com o presidente do Sindpol, até a publicação da reportagem, a explicação oficial era de que tanto Caio César Medeiros Nunes quanto os demais beneficiados pela manobra – Thomaz Vasconcelos (secretário-executivo de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública), Laura Câmara (a prima de um deputado federal), e Herbert Lopes (irmão do desembargador do Tribunal de Justiça, Flávio Pascarelli), e Indra Celani (uma assessora do gabinete do delegado-geral Mário Cesar Nunes) – exerceriam suas funções junto à Polícia Civil até que surgisse uma ordem judicial contrária.

O deputado estadual Marcelo Ramos (PSB) disse à reportagem do portal acritica.com que na manhã desta sexta-feira (4) terá uma reunião com o chefe do Ministério Público de Contas para solicitar levantamento sobre a contratação dos cinco.

Ramos atribui ao governador Omar Aziz (PSD) a responsabilidade pela contratação ilegal dos reprovados.

“A responsabilidade sobre a contratação de funcionários públicos do Estado é do governador, ele não pode se eximir de resolver o problema. Uma das ferramentas que ele pode usar agora é a sumula 473 do Supremo Tribunal Federal, que prevê a anulação de atos do governo em virtude de indícios de ilegalidade”, ressaltou.

O socialista destacou que pretende, através da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), solicitar o comparecimento do secretário de Segurança do Estado, Paulo Roberto Vital, e do delegado-geral da Polícia Civil, Mário César Nunes, para apresentarem suas explicações sobre o fato revelado por A Crítica aos demais parlamentares da Casa.