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Manaus
ACUSAÇÃO

Delegado que matou no Porão vira réu por homicídio triplamente qualificado

Juíza Mirza Telma acatou denúncia oferecida pelo Ministério Público e afirma que "há indícios suficientes de autoria e materialidade da prática delitiva". 14/12/2017 às 15:10 - Atualizado em 14/12/2017 às 15:26
Show sotero
(Foto: Reprodução)
acritica.com Manaus

O delegado de Polícia Civil Gustavo de Castro Sotero virou réu por homicídio triplamente qualificado.  A decisão partiu da juíza Mirza Telma, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, que acatou o pedido do Ministério Público do Estado.

Gustavo Sotero matou, no último dia 25 de novembro, o advogado Wilson Justo Filho, após uma briga no bar Porão do Alemão, na zona Oeste de Manaus.  Além disso, Sotero atingiu também a esposa de Wilson, Fabíola Rodrigues, e outros dois clientes do bar: Iuri Paiva e Maurício Carvalho.

Em sua decisão, a juíza afirmou que "não existe qualquer motivo aparente para rejeitar a denúncia", pois, segundo ela, "há indícios suficientes de autoria e materialidade da prática delitiva".

A magistrada deu o prazo de dez dias para que a defesa de Sotero responda por escrito às acusações feitas.  Caso isso não seja feito, um defensor público deve ser nomeado para garantir "o exercício do contraditório e a ampla defesa do réu".

Além de aceitar a denúncia, a juíza pede também que o IML e o Pronto-Socorro 28 de Agosto encaminhem à Justiça documentos importantes para a elucidação do caso. Entre eles, estão o laudo pericial da arma de fogo usada por Sotero, o exame de corpo de delito das vítimas e do réu, e a perícia dos cinco estojos e de um fragmento de projétil, além do laudo sobre a bala encontrada na pistola do delegado.

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