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Manaus
JUSTIFICATIVA

Delegado que matou no Porão será alvo de facções se ficar em presídio comum, diz Seap

Secretaria que administra presídios alega que sistema penitenciário não está estabilizado; Gustavo Sotero deve seguir custodiado por colegas de profissão 28/11/2017 às 12:41 - Atualizado em 28/11/2017 às 13:22
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acritica.com Manaus

O delegado Gustavo Sotero, que matou o advogado Wilson Justo Filho na madrugada de sábado (25) na casa de show Porão do Alemão, em Manaus, vai continuar preso na sede Delegacia Geral. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), responsável pelos presídios no Amazonas, afirmou que, “em caso de uma eventual crise” em um presídio comum, o delegado seria “um dos principais alvos das facções criminosas”.

A informação divulgada pela Seap foi uma resposta à solicitação feita pela juíza Mirza Telma, presidente do 1º Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, que queria saber se algum presídio do Estado poderia receber, com segurança, Gustavo Sotero. O delegado teve a prisão preventiva decretada no último sábado (25). Com a negativa da Seap, Sotero vai permanecer na Delegacia Geral, custodiado por colegas com quem trabalhava normalmente até a última sexta-feira (24), antes de cometer o crime. 

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A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) afirmou, em ofício encaminhado à juíza Mirza Telma, que não existe "unidade prisional no Estado do Amazonas que possua dependência segura e isolada dos demais presos para a custódia de um policial". A justificativa do órgão é que o caso é mais grave por ser um policial da ativa. 

No documento, o órgão afirma que o sistema penitenciário do Amazonas não encontra-se totalmente estabilizado e diz que o fato "é de conhecimento do Poder Judiciário, Ministério Público e demais autoridades da Segurança Pública Estadual".