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Deputado do AM aciona MPE contra Secretaria de Saúde estadual

Castro vai denunciar compra de equipamentos também ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e ao próprio governador Omar Aziz, pedindo o cancelamento do pregão que está marcado para a próxima sexta-feira (15) 13/06/2012 às 09:55
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Deputado Luiz Castro, do PPS
acritica.com Manaus (AM)

O deputado Luiz Castro entra com uma representação no Ministério Público Estadual (MPE), nesta quarta-feira (13), às 10h30, denunciando a Secretaria Estadual de Saúde (Susam) pela proposta de compra de 11 equipamentos de alta complexidade na área de microbiologia. Os equipamentos calculados em R$ 22 milhões serão destinados ao interior, atendendo a interesses empresariais, em prejuízo do atendimento da população do interior.

Castro vai denunciar a compra também ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e ao próprio governador Omar Aziz, pedindo o cancelamento do pregão que está marcado para a próxima sexta-feira (15). “Além de não haver pessoas treinadas para operar os equipamentos, não há estrutura para a manutenção dessas máquinas e nem demanda para os serviços de alta complexidade nos municípios do interior”, afirmou. Os hospitais do interior, segundo o deputado, não tem sequer equipamentos básicos para atendimento das reais demandas do interior. 

Para o parlamentar, a compra decorre da iniciativa de uma empresa privada que está agindo em causa própria. “É um acinte e uma denúncia gravíssima, uma vez que não temos ambulância, UTIs e equipamentos mais simples em condições de uso, como aparelhos de raio-x, autoclaves e ultrassom”, criticou. “A tendência é que esses aparelhos fiquem abandonados em pouco tempo, uma vez que não há pessoal treinado para manuseá-los e nem condição de se fazer manutenção dos equipamentos. O caminho está aberto para que as unidades do interior abriguem verdadeiras antas brancas que ficarão sem uso”, completou.  

Castro lembrou que exames simples de baixa e média complexidade, muito mais urgentes para a demanda do interior, ainda são oferecidos de forma precária. Simples hemogramas, por exemplo, demoram em média 60 dias para serem concluídos o que dificulta o trabalho dos médicos que atuam no interior.

“Como vão dizer que falta dinheiro para a saúde se o dinheiro é jogado fora? Esse saque vai continuar?”, questionou. A situação caótica da saúde no interior, de acordo com Castro, não terá solução com investimentos em alta complexidade.

Analisando a situação da saúde no interior, o deputado disse que muitas regiões no Estado são endêmicas pela incidência de doenças como hepatite, mas não há investimentos para o diagnóstico e tratamento dessas doenças. "Não adianta levar alta complexidade onde não funciona nem a baixa complexidade", enfatizou.