Publicidade
Manaus
Manaus

Deputado estadual Luiz Castro é contra empréstimo de R$800 milhões para monotrilho

O parlamentar afirmou que votará contra a aprovação do projeto de Lei que prevê o empréstimo, por considerar a obra inviável pelo seu alto custo e sua eficiência questionável. 11/07/2012 às 16:03
Show 1
O parlamentar disse que vai passar para o presidente da ALEAM, deputado Ricardo Nicolau (PSD), todos os documentos para as devidas apurações, junto à Procuradoria da Casa
acritica.com ---

O deputado estadual Luiz Castro (PPS) denunciou o “atropelo” no envio pelo Governo do Estado do Projeto de Lei que autoriza o empréstimo de R$800 milhões para investimento no sistema monotrilho. O Projeto de Lei 165/2012 só chegou quarta-feira (11) na Assembleia Legislativa do Estado (ALE), às vésperas da última sessão plenária antes do recesso parlamentar, e já será votado na quinta-feira (12) pela Casa.

“É uma matéria muito importante para a sociedade amazonense e que deveria ter sido enviada para análise com bastante antecedência, porque há grandes riscos desse empréstimo representar o maior fator de endividamento do Amazonas em todos os tempos”, declarou o parlamentar.

Castro adiantou que votará contra a aprovação do Projeto de Lei, seguindo as orientações do Ministério Público Federal (MPF) e Tribunal de Contas da União (TCU), que consideram a obra inviável devido ao seu alto custo, chegando, inclusive, a recomendar à Caixa Econômica Federal o bloqueio do empréstimo aprovado anteriormente pela ALE, no valor de R$600 milhões.

 “Nós já aprovamos um empréstimo, mas o dinheiro está retido porque o banco atendeu recomendação do MPF e TCU. Nessa lógica, não temos porque aprovar um novo empréstimo de R$800 milhões”, afirmou Castro, lembrando que o projeto monotrilho é duvidoso, já que toda a tentativa de utilização do monotrilho como transporte de massa ao redor do mundo fracassou.

Autor da audiência pública que discutiu, em 2011, o projeto monotrilho, Castro destacou que o procurador da República e representante do MPF, Athayde Ribeiro da Costa, já havia alertado para os riscos de levar adiante um projeto que não atende aos requisitos exigidos pelos dos MPE, MPF e da Controladoria Geral da União.