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Deputados faltosos geram prejuízo de R$ 86 mil à Aleam

O cálculo foi feito da seguinte forma: o salário de um parlamentar (R$20.042) dividido pelo número de sessões plenárias realizadas até novembro (113) e, em seguida, multiplicada pelo número de faltas 07/12/2012 às 21:11
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Assembleia Legislativa do Amazonas
Ana Carolina Barbosa Manaus

Os 24 deputados estaduais do Amazonas acumularam, juntos, entre fevereiro e novembro deste ano, 488 faltas, o que representa R$ 86,5 mil em prejuízos à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), já que as faltas, quase que  na totalidade, foram justificadas, o que garante que não haja descontos em folha. As atividades na Casa seguem até dia 21 de dezembro, quando inicia o recesso parlamentar.

O cálculo foi feito da seguinte forma: o salário de um parlamentar (R$20.042) dividido pelo número de sessões plenárias realizadas até novembro (113) e, em seguida, multiplicada pelo número de faltas. Na prática, a presença de cada parlamentar às sessões custa R$ 177 aos cofres públicos.

Ao todo, os deputados somaram 2.224 presenças quando o total, se os tivessem comparecido a todas as sessões, seria 2.712. Os dados estão disponíveis para consulta no portal da Aleam, no item Transparência (frequência dos parlamentares).

A partir de um levantamento feito pelo acritica.com, pôde-se constatar que o deputado Cabo Maciel (PR) foi o que compareceu ao menor número de sessões: 74, se ausentando em 39. Seguindo o parlamentar está Arthur Bisneto (PSDB), filho do prefeito eleito de Manaus Artur Virgílio (PSDB), com 75 presenças. Na sequência aparecem Vera Lúcia Castelo Branco (PTB), com 78 presenças e, atrás dela, está Wilson Lisboa (PCdoB), cujas presenças foram somadas às do ex-deputado José Lôbo, o qual ocupou por mais de um mês sua cadeira na Casa Legislativa em razão de seu afastamento. Juntos, eles contabilizaram 79 presenças.

David Almeida (PSD) e José Ricardo (PT) foram os que compareceram ao maior número de sessões: 108 cada um, faltando a quatro.

As justificativas para as faltas são as mais variadas: visitas a órgãos estaduais, viagens, participação em eventos fora do Estado, compromissos partidários ou, em alguns dos casos, apenas ausências não justificadas, as quais foram mínimas, conforme os dados do portal da Aleam. Embora conste no site da Aleam especificado, no mês de janeiro não houve sessões em função do recesso, que termina em fevereiro.