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Desabrigados de incêndio em Manaus relatam roubos e recebem assistência

O cadastro foi realizado pela Secretaria de Estado da Assistência Social e Cidadania (SEAS) e pela Superintendência Estadual de Habitação (Suhab). Regina Fernandes, secretária da de da SEAS, explicou que a área possuía 545 famílias e cerca de 80% foram atingidas. 28/11/2012 às 08:14
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Famílias recebem assistência
Camila Pereira Manaus (AM)

Mais de 20 famílias, vítimas do incêndio que atingiu a comunidade Arthur Bernardes, que fica entre os bairros São Jorge e São Geraldo, Zona Oeste, ficaram abrigadas na madrugada desta quarta (28) no Ginásio Nininberg Guerra, localizado na rua Nossa Senhora de Fátima, no São Jorge. Os moradores que já possuíam registro no Prosamim (Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus) foram cadastrados para receber o 'Aluguel Social', cesta básica e colchões.

O cadastro foi realizado pela Secretaria de Estado da Assistência Social e Cidadania (SEAS) e pela Superintendência Estadual de Habitação (Suhab). Regina Fernandes, secretária da Seas, explicou que a área possuía 545 famílias e cerca de 80% foram atingidas.

Os desabrigados receberão o 'Aluguel Social' no valor de R$ 300. Aqueles que não estavam cadastrados no Prosamim não deixarão de receber assistência. "As pessoas não deixarão de ser atendidas. Iremos estudar caso a caso", afirmou a secretária.

De acordo com o secretário adjunto de ações da Defesa Civil do Estado, Hermógenes Rabelo, 396 domicílios foram atingidos pelo fogo e, por isso, foi necessária a ação conjunta de diversos órgãos do governo, prefeitura e parceiros. 

"Pelas proporções tomadas, este é um dos maiores incêndios dos últimos dez anos. Pelo grande impacto, estamos de pronto fazendo o atendimento social, com entrega de cestas básicas e colchões", explicou Rabelo.

Boa parte dos atingidos buscou se abrigar com familiares e amigos. Raimundo Oliveira estava à espera de sua sobrinha no Ginásio. Ele teve boa parte de seus pertences saqueados. Mesmo com a presença da polícia no local, o efetivo não conseguiu evitar que objetos fossem roubados.

"Tentei salvar algumas coisas, mas outras foram roubadas. Graças a Deus foram apenas danos materiais. Agora é colocar a cabeça no lugar e continuar trabalhando para reerguer”, disse.

A auxiliar de cozinha, Rubiane Medeiros, que tem um bebê de um ano e cinco meses teve que dormir no Ginásio, porque não tinha pra onde ir. "Não conseguimos salvar nada. Ver aquela cena, o local devastado, foi triste", emocionou-se.

A população que quiser ajudar as famílias com roupas e alimentos, pode-se dirigir ao Ginásio Nininberg Guerra ou a Seas.