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Descarte de resíduos particulares em aterro sanitário da cidade é respeitado

As empresas transportadoras de resíduos obedeceram à determinação da Semulsp e apenas os carros coletores de lixo domiciliar é que transitaram dentro do aterro 24/04/2012 às 08:24
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Diretor da Cetram, José Cardoso apresenta uma das células do aterro particular
jornal a crítica Manaus

O primeiro dia de fechamento do aterro de resíduos públicos de Manaus para o descarte de lixo hospitalar, lixo industrial e de construção civil, de terceiros, não registrou nenhum incidente, conforme informou a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp)..

As empresas transportadoras de resíduos obedeceram à determinação da Semulsp e apenas os carros coletores de lixo domiciliar é que transitaram dentro do aterro.

A Semulsp proibiu o descarte de lixo particular dentro do aterro, como medida de cumprimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos que determina que os grandes geradores de lixo são responsáveis pelo destino final dos resíduos.

Isso significa que, a partir dessa segunda-feira (24), a população de Manaus deixa de pagar para que empresas particulares depositem o lixo no aterro sanitário. Essa medida vai economizar cerca de R$ 1 milhão  por mês e R$ 12 milhões por ano aos cofres públicos do Município.

A proibição foi determinada pela portaria  015/2012/Semulsp, que é um dos instrumentos que estão sendo implementados para modernizar e melhorar o sistema de limpeza pública de Manaus, junto com o Plano Municipal de Resíduos Sólidos e a abertura de licitação para implantação de um novo aterro público de resíduos, por meio de Parceria Público-Privada (PPP).

O processo da PPP já teve sua primeira audiência pública e, atualmente, está em estágio de recebimento de sugestões da sociedade civil organizada ou pessoas físicas e jurídicas, para que possam ser utilizadas no novo sistema de limpeza pública.

O prazo para sugestões está aberto até o dia 16 de maio. As sugestões devem ser protocoladas na recepção da Semulsp, na avenida Brasil, 1335, Compensa 1. A Semulsp orienta que as empresas geradoras e transportadoras de resíduos industriais, de construção civil e outros devem procurar empresas especializadas em destinação e tratamento no tipo de resíduos que produzem.

A empresa Central de Energia e Tratamento de Resíduos da Amazônia (Cetram) apresentou ontem a alternativa que os grande produtores de lixo têm para destinar os resíduos sólidos produzidos em suas atividades. Trata-se de um terreno de 150 mil metros quadrados, já ocupados com células para o aterramento e com licença ambiental necessário para entrar em operação. Este aterro particular  tem capacidade para operar por 30 anos.