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LAZER

Descida das águas do rio Negro forma praias alternativas à Ponta Negra, em Manaus

Tranquilidade, beleza e possibilidade de consumir alimentos “de fora” são atrativos nas praias alternativas à tradicional faixa de areia perene da Ponta Negra 21/11/2017 às 05:00 - Atualizado em 21/11/2017 às 09:15
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Fotos: Jair Araújo
Silane Souza Manaus (AM)

Com a vazante do rio Negro, a faixa de areia que se forma na orla do bairro Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus, vai além da praia perene e chama a atenção de quem prefere algo mais tranquilo para passar o dia com a família. Além disso, é possível levar comida e bebida de casa para esta área, coisa que não é permitido na faixa de praia que integra o Complexo Turístico da Ponta Negra. Mas a região fica em meio a pedras e não tem a presença de guarda-vidas. Assim, o banhista que frequenta o local se expõe a perigos.

Para a estudante Fernanda do Amaral, 23, o perigo é real porque, apesar de a área se interligar com a praia perene, fica distante de tudo. Mas para a jovem isso não é um problema, tanto que ela levou toda a família para conhecer o local. “É a primeira vez que viemos aqui a convite de um colega e achei mais tranquilo e, sem aquela muvuca toda, dá para a gente se divertir e prestar mais atenção nas crianças. Só deve ser mais perigoso para as pessoas que consumem muita bebida alcoólica”, disse.

Outro que escolheu a área para passar o fim de semana com a família e amigos foi o militar David Lima de Oliveira, 30. Ele também disse que não conhecia aquela parte da praia. “Um amigo me falou que aqui era mais reservado e viemos. Achei muito bom porque realmente não tem muita gente e pudemos trazer comida e bebida para consumir no local. Na praia perene você só pode consumir o que compra lá mesmo. Aqui não, você só paga o estacionamento e fica à vontade”, afirmou.

Calma e com vários acessos

O motorista Raimundo Pereira, 62, que presta serviços para uma das proprietárias do terreno que fica logo após o calçadão do Complexo Turístico, disse que todo fim de semana várias pessoas preferem ficar naquela área da praia por ser mais calma e tranquila. E há vários acessos. “As pessoas vêm direto pela praia da Ponta Negra ou descem pelas escadas. Tem umas de concreto ao longo do calçadão. Neste terreno particular nós construímos uma de madeira”, contou.

A dona de casa Mariana Silva, 25, disse que sempre leva os filhos para tomar banho e brincar naquela parte da praia por não ter muita agitação. Ela acredita que não é perigoso porque se fosse haveria placas informando sobre os riscos ou seria proibida a entrada de banhistas. “E não há nada disso. Pelo contrário, é bem acessível e a faixa de areia deve se estender até a ponte sobre o rio Negro. Qualquer pessoa pode chegar a esse local sem enfrentar nenhum problema. Basta ir andando pela praia”, destacou ela.  

Sem serviços públicos

O Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), órgão que administra e gerencia o Complexo Turístico Ponta Negra,  informou que a área em questão fica fora dos limites do parque e da abrangência instruída da ação do Corpo Permanente de Segurança no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), selado com o Ministério Público (MP-AM) em 2013.

De acordo com o Implurb, é necessário que os usuários do espaço observem os horários e regras de funcionamento do balneário, dentro dos seus limites. Na praia, além do horário indicado para banho – até às 17h – e a preocupação com as crianças dentro do rio, a recomendação é o cuidado no consumo de bebidas alcoólicas. E diariamente, os corpos permanentes de segurança, incluindo Guarda Municipal, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, atuam dando apoio à retirada de banhistas das águas antes das 17h.

“É importante respeitar as normas de uso da praia e não ultrapassar o cordão de isolamento, que indica área de segurança dentro da água. Placas de orientação quanto a cuidados e horários estão distribuídos em toda a área de uso permitido e regular”, ressaltou o órgão municipal em nota.

Não regulada para banho

O Corpo de Bombeiros (CBMAM) informou que não há presença de guarda-vidas no local citado pela reportagem porque  a área não é  regulada para banho. A recomendação aos banhistas é que procurem áreas reguladas, com placas sinalizadoras e  com guarda-vidas, pois essas são áreas seguras.