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Descoberto esquema de extorsão envolvendo funcionário do TJ e policiais militares

O oficial de Justiça e o caminhoneiro José Rodinei Alves, o Preto, foram presos, em flagrante, no momento em que tentavam extorquir de Edilson Macena de Alencar a quantia de R$ 30 mil, em troca de não denunciá-lo por desvio de combustível da empresa em que trabalhava. 25/10/2012 às 21:18
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O esquema envolvia um funcionário do TJ-AM
Maria Derzi Manaus (AM)

Um caso de extorsão envolvendo o funcionário do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) Carlos Pedro da Silva, dois policiais militares ainda não identificados e os caminhoneiros José Rodinei Alves, conhecido como “Preto” e Edilson Macena de Alencar foi descoberto pelos policiais da força-tarefa da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), nesta quinta-feira (25).

O oficial de Justiça e o caminhoneiro José Rodinei Alves, o Preto, foram presos, em flagrante, no momento em que tentavam extorquir de Edilson Macena de Alencar a quantia de R$ 30 mil, em troca de não denunciá-lo por desvio de combustível da empresa em que trabalhava. Junto com Preto, o oficial de Justiça vinha chantageando Edilson. A dupla chegou a tomar posse da pick-up S10 de cor prata e placas OAB 9520  pertencente a Edilson, como parte do esquema de extorsão. O veículo encontrava-se estacionado na empresa Faber Castel no Distrito Industrial.

Ao ser flagrado quando iria receber o dinheiro do caminhoneiro, Carlos Pedro estava  no carro de uso exclusivo do tribunal, um Fiesta Preto de placas não identificadas, no estacionamento Comércio Bonna Vitta, avenida Torquato Tapajós, bairro de Flores, Zona Norte.

Esquema

A polícia levou quatro dias para descobrir e desarticular o esquema de extorsão, a partir  da queixa do suposto roubo da pick-up de Edilson. “Ele entregou o carro e depois veio à delegacia de roubos de veículos e prestou queixa do furto do carro. Os policiais investigaram e verificaram que o carro, na verdade, tinha sido entregue dentro do esquema de extorsão. Para conseguirmos o flagrante, iniciamos um processo de gravações de conversas entre Edilson e os envolvidos”, disse o Diretor do Departamento de Polícia Metropolitana, delegado Emerson Negreiros. 

Segundo Negreiros, Preto era o informante e quem dava o "start" no esquema.“Na verdade, ele informava quem praticava o desvio de combustível ao auditor fiscal e os policiais davam cobertura. O auditor e os policiais usavam de suas funções para coagir e extorquir as pessoas, indicadas pelo caminhoneiro Preto. Cada um iria levar sua parte no valor extorquido de Edilson. Entendemos que esse pessoal já vinha realizando esse esquema, já era uma quadrilha”, afirmou Negreiros.

Os policiais militares já foram identificados, mas a prisão dos mesmos ficará a cabo da Polícia Militar.