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Destino do PT no processo eleitoral em Manaus depende de 500 de seus filiados

Serão eles que decidirão como o Partido dos Trabalhadores se apresentará na corrida pela Prefeitura de Manaus 13/02/2012 às 07:47
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Nesse domingo, durante todo o dia, filiados do PT em Manaus discutiram e escolheram 500 nomes que decidirão se a legenda terá candidato próprio ou não a prefeito
KLEITON RENZO Manaus

Foram escolhidos nesse domingo (12), os 500 delegados que irão decidir, no dia 3 de março, se o Partido dos Trabalhadores (PT) terá candidatura própria ou dará apoio à outra legenda na eleição do Executivo municipal em outubro.

A briga interna dentro da legenda Estadual, onde correntes defendem caminhos diferentes para o partido, deixa tênue a relação dos representantes do PT e os trabalhadores, seus representados. Após duas décadas de lutas, o PT conseguiu, em 2002, eleger um presidente da República.

A partir daí, 10 anos depois, o partido continua protagonista das políticas nacionais com o governo Dilma, enquanto no Amazonas figura como partido coadjuvante nos governos estaduais Eduardo Braga (PMDB) e Omar Aziz (PSD). O mesmo se repete na esfera municipal onde vive à sombra do prefeito Amazonino Mendes (PDT).

É nessa conjuntura que brigam atualmente o presidente da CUT, Valdemir Santana, que defende apoio ao prefeito Amazonino, e tem como aliado o secretário municipal de habitação, Valtair Cruz. Os dois lançaram 500 nomes cada um, para a escolhas dos delegados. Logo em seguida, aparecem os grupos dos vereadores Ademar Bandeira (lançou 333 nomes) e Waldemir José, que apoiam a intenção dos deputados José Ricardo e Francisco Praciano (o três indicaram 528 nomes), pela candidatura própria do partido.

“Eu estava em Brasília esses dias com o Praciano e ele está a disposição do partido. É nosso candidato”, garante Waldemir. Nesse balaio ainda aparecem o presidente estadual do PT, João Pedro, em parceria com as petistas Gilsa Batista e Mariene Pantoja (que lançaram 312 nomes), além do deputado Sinésio Campos (apontou 431 nomes) que defende a manutenção do apoio ao governo do Estado.

“Nós do movimento estamos abertos a essa discussão sobre ter candidatura própria, ou ajudar um aliado. Portanto, Não temos um pensamento fechado com isso ainda”, justifica Sinésio Campos. Na avaliação do deputado estadual José Ricardo (PT), a relação “de governabilidade” do PT com os demais partidos a partir de 2002, explica a posição de cada uma das correntes.

Já o vereador Waldemir José, afirma que está ocorrendo “estelionato eleitoral”. “Eles não estão dizendo para os eleitores que preferem candidatura do Amazonino e do Braga. Eles dizem que é candidatura própria. Estão fazendo estelionato eleitoral com a base do partido”, dispara.

Em números

56 Representantes tem o Partido dos Trabalhadores (PT) no Amazonas, de acordo com o site do tribunal Superior Eleitoral (TSE): 46 vereadores, seis prefeitos, sete vice-prefeitos, dois deputados estaduais e um deputado federal.