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Detentas fazem quatro agentes penitenciários reféns em presídio do Amazonas

De acordo com o coronel Louismar Bonates, da Secretaria de Justiça do Amazonas (Sejus), as presidiárias reivindicam a troca de assistente social e melhorias no atendimento médico. Essa é a terceira rebelião de presos no Amazonas realizada só neste feriado prolongado 20/11/2012 às 18:23
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Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj)
Thiago Gonçalves Manaus (AM)

Um grupo de internas do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) iniciou uma rebelião na manhã desta terça-feira (20). As detentas rebeladas fizeram quatro agentes penitenciários reféns e uma enfermeira. Pelo menos noventa e duas presas compõe a ala feminina do Compaj. A rebelião terminou por volta das 13h. A liderança do motim foi atribuída à presidiária identificada como Elen Cristina Pinheiro, a "Malandrinha".

Durante o ato do grupo de internas, uma detenta identificada como Joseane Viana de Souza, foi ferida com golpes de utensílio de fabricação caseira. Ela foi socorrida e encaminhada a um pronto-socorro de Manaus.

De acordo com o coronel PM Louismar Bonates, da Secretaria de Justiça do Amazonas (Sejus), as presidiárias reivindicam a troca de assistente social e melhorias no atendimento médico, além de água de boa qualidade. Ainda de acordo com Bonates, aproximadamente 92 presas compõe a ala femenina do complexo penitenciário, localizado no quilômetro 8, da BR-174 (Manaus – Boa Vista).

Equipes de policiais militares do Batalhão de Choque e da Rocam foram enviadas ao local e conteram a rebelião. O policiamento utilizou gás lacrimogéneo e bombas de efeito moral.

Detentos

Essa é a terceira rebelião de presos no Amazonas realizada só neste feriado prolongado. Na manhã desta segunda-feira (19), grupo de treze internos do Instituto Penal Antônio Trintade (Ipat) se revoltou com tranferência do Centro de Detenção Provisória (CDP) e também fez uma rebelião. Na tarde do último sábado (17), em torno das 13h50, presos do CDP, situado no km 8 da BR-174, se rebelaram.