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Manaus
Rebelião Ipat

Detentos do IPAT fazem rebelião em Manaus

Presidiários , do regime fechado, ameaçavam matar colegas e incendiaram colchões para conseguir a troca de toda a direção 27/02/2013 às 08:41
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Tensão dominou o local quando a polícia entrou no presídio e lançou bombas de efeito moral para conter os presos; familiares do lado de fora revidaram
Joana Queiroz Manaus

A rebelião dos internos do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), localizado no km 8 da BR-174 (Manaus-Boa Vista), encerrou por volta das 17h30, após sete horas de muita confusão. A tropa de Choque da Polícia Militar entrou na unidade e conseguiu controlar o ânimo dos mais de 300 presos do pavilhão C. Os rebelados destruíram grades das celas, queimaram colchões e lençóis, mas não fizeram nenhum refém. Eles usaram estoques (armas caseiras) e tentaram resistir à ação da polícia jogando pedras e objetos contra eles. Veja fotos aqui.

Os detentos Casemiro Rocha, Pedro Santana de Lima Júnior, Eurípedes Gomes Ramos Júnior e Francisco Everli de Castro, que estavam comandando os demais presos, foram levados para o 18º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no bairro  Novo Israel, Zona Norte, onde foram indiciados pelos crimes de desacato, resistência desobediência e lesões corporais.

De acordo com o diretor do Departamento do Sistema Penitenciário (Desipi), da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejus), major Ossuoski, os presos rejeitaram as três alimentações diárias (café, almoço e jantar), que foram jogadas fora. Por volta das 15h, familiares dos presos espalharam na entrada da cadeia as marmitas que estavam sendo levadas para o lixo.

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