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Manaus
Rebelião Parintins

Detentos fazem rebelião em Parintins

Presos queimaram colchões e quebraram cadeados das celas 28/10/2012 às 08:49
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Presos se rebelaram para reivindicar melhores condições na unidade prisional
Jonas Santos Parintins

Detentos do presídio provisório de Parintins ( a 325 KM de Manaus) fizeram uma rebelião nesse sábado (27) reivindicando melhores condições na unidade prisional. Os detentos quebraram os cadeados das celas e fizeram alguns outros presos reféns. A revolta começou por volta das 17h e finalizou às 22h. A rebelião aconteceu após a visita da tarde, na qual eles recebem os familiares.

Os detentos atearam fogos nos colchões e teriam feito oito reféns. Segundo o secretário executivo adjunto da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus),  Coronel Bernardo Encarnação, o número de reféns seria de dois presos que saíram machucados do local  e levados para o pronto-socorro da cidade.

Os presos exigiam a presença do desembargador Sabino da Silva Marques, coordenador da  Comissão Carcerária do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e de representantes de Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus) para negociar a rendição deles. A Polícia Militar cercou o prédio da delegacia.

A delegacia, que era para abrigar detentos provisórios, recebe agora presos de Justiça, porque o presídio está interditado desde agosto de 2011, por causa da superlotação. “ Não temos água, nem comida e não há condições de preso ficar aqui“, disse um dos internos, identificado  como Romário, que tentava negociar com a polícia. De acordo com o diretor da unidade prisional de Parintins, Beto Medeiros, 23 presos de Justiça estão lotados na delegacia, que ainda estaria com seis presos provisórios.

De acordo com o secretário executivo adjunto da Sejus, o presídio interditado tem capacidade para atender 38 detentos, mas abriga 150 presos. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança do Amazonas, o diretor do presídio provisório irá conversar com os presos para verificar de que forma serão atendidas as reivindicações dos detentos.