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Dinheiro, Economia, Investimentos, Tesouro Direto, IPCA, Taxa Selic

Dicas para não errar na aplicação do Tesouro Direto

Ficou mais fácil aplicar no tesouro direto, mas certos cuidados são necessários para assegurar os ganhos 12/08/2012 às 15:14
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Leonardo Bezerra, da Invista Investimentos, alerta para o valor da aplicação: quanto menor, maior o impacto das taxas
Jornal A Crítica Manaus

O tesouro direto é uma das principais armas do Governo para popularizar os investimentos no mercado de capitais no Brasil, uma vez que não exige grandes aportes e apresenta baixíssimo risco. Com as recentes mudanças promovidas na modalidade, aplicar no tesouro direto ficou ainda mais fácil, no entanto, como qualquer aplicação, requer atenção para maximizar os ganhos e evitar surpresas.

Basicamente, o que mudou foi o limite mínimo para aplicações, que caiu de 20% para 10% de uma unidade de título. Assim, com R$ 70 já é possível começar a investir. Também já se pode agendar a compra. Nesse caso, o percentual mínimo de aplicação cai para apenas 1% do valor do título, desde que o aporte não seja inferior a R$ 30.

Muitas pessoas se confundem na hora de escolher que título comprar.

Ocorre que o tesouro direto é um conjunto de títulos públicos com rentabilidade pré-fixada (LTN, LTN-F) ou atrelada a algum índice. O LFT, por exemplo, acompanha a selic, taxa básica de juros; o NTN-B paga juros mais a variação do IPCA. Como escolher a melhor opção? Vários especialistas concordam que uma estratégia simples é a seguinte: se a tendência da selic é de queda, prefira LTNs ou NTNs. Se a tendência é de alta, compre LFTs.

Mas, se a tendência da selic for de estabilidade, é melhor manter a última posição comprada. Simples assim. No entanto, o analista sênior da Invista Investimentos, Leonardo Bezerra, ressalta um outro aspecto: quanto mais se aplica, menos os custos operacionais impactam nos resultados.

“Numa operação de R$ 70, se gastar R$ 7 nos custos operacionais, isso já representa 10% da aplicação. Nesse caso, o rendimento pode ser menor que os custos. Por outro lado, se a aplicação é de R$ 7 mil, o impacto é bem diferente”, explica.

O tesouro direto é uma opção para investidores conservadores, que preferem não correr riscos, e para os que fazem aplicações diversificadas, colocando seu dinheiro em diferentes modalidades.

Resumindo
Você continua indeciso quanto ao melhor título do Tesouro para comprar? Escolha o que corresponde a suas intenções: se você quer saber na hora quanto vai receber, escolha a LTN; se você quer acompanhar a Selic, compre a LFT; se só quer evitar o efeito da inflação, fique com a NTN-B ou NTN Principal.