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Dicas para poupar o bolso

Economistas sugerem algumas delas para que os consumidores possam atenuar os efeitos da alta do preço dos produtos 15/01/2013 às 08:34
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Erivaldo Lopes é um dos economistas que advertem para alguns cuidados com as finanças pessoais
Augusto Costa Manaus, AM

O ano de 2013 começa com uma pressão muito alta no bolso do consumidor. Na área do orçamento doméstico, a alteração na alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) dos itens da cesta básica, que eram tributados em 1% e passou para 10%, causando reajustes entre 20% a 30% em produtos como a margarina, o arroz, o feijão, já incomoda quem está indo aos supermercados de Manaus.

Para alguns economistas, o momento é de cautela, evitando gastos desnecessários. Entre as principais recomendações dos especialistas estão: pesquisar os produtos da cesta básica antes de comprar, substituir artigos por outros que não sofreram reajuste, além de planejamento financeiro.

O presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon/AM), Marcus Evangelista, criticou a medida do Governo do Estado de reajuste do ICMS. “Acredito que a medida da Sefaz, alegando que a decisão foi tomada porque não estava acontecendo a desoneração da cesta básica pelos comerciantes, não foi clara. Se isto estava acontecendo eles deveriam fiscalizar os comerciantes e não penalizar o consumidor que é quem realmente vai sentir no bolso o aumento de vários produtos da cesta básica”, disparou Marcus Evangelista.

Já para o economista, Erivaldo Lopes, o consumidor amazonense já tem uma das cestas básicas mais caras do Brasil e com o reajuste deve aumentar em média 7% os 13 itens disponíveis ao consumidor, num duro golpe no orçamento doméstico da população.

“A família brasileira já tem tradicionalmente o início do ano apertado com as contas do material escolar, além de impostos como IPTU, IPVA e agora mais o reajuste nos produtos da cesta básica isso é frustrante. Sou totalmente contrário a essa medida. A saída vai ver pesquisar os melhores preços antes de comprar e reformular todo o orçamento familiar”, sugeriu Erivaldo.

Para o economista, Martinho Azevedo, o ideal seria que a maioria dos produtos utilizados na cesta básica fossem produzidos no Amazonas. Ele disse que apesar de possuir um grande centro consumidor, faltam incentivos a produção local.

“Esses aumentos na cesta básica não são uma medida exclusiva do Amazonas acontecem em todo o País que enfrenta problemas com produção e distribuição desses produtos. Aconselho prudência e pesquisa. Evitar individamentos de longo prazo porque isso complica o orçamento. No caso da cesta básica, o consumidor manauara pode optar por produtos regionais que não tiveram os preços reajustados”, afirmou Martinho, que é consultor econômico.

A cesta básica isentada pelo governo estadual é composta por 13 itens: arroz, feijão, sal, açucar, café em pó, leite em pó (até 400g), margarina (250g), óleo de soja, frango e sardinha em lata, entre outros.