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Diretor-Presidente da Eletrobras é acusado de mentir para deputados no AM

O deputado da base de oposição da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), Marcelo Ramos (PSB), aproveitou seu tempo na Tribuna da Casa, para afirmar que o diretor-presidente da Eletrobras Amazonas Energia, Marco Madureira, mentiu durante conversa tida com os parlamentares no último dia 21, para explicar as causas dos apagões dos dias 18 e 19 deste mês 29/03/2012 às 12:36
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A empresa Potência teria falido. A informação do Diretor da Eletrobras, no entanto é contestada após flagra que mostra funcionários realizando normalmente suas funções nessa quarta-feira (28)
JOELMA MUNIZ Manaus

Os assuntos referentes ao abastecimento de energia elétrica em Manaus voltaram a ser destacados, nesta quinta-feira (29), na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM).

Dessa vez o deputado da base de oposição da Casa, Marcelo Ramos (PSB), aproveitou seu tempo na Tribuna da ALE-AM, para afirmar que o diretor-presidente da Eletrobras Amazonas Energia, Marco Madureira, mentiu durante conversa tida com os parlamentares no último dia 21, para explicar as causas dos apagões dos dias 18 e 19 deste mês.

Segundo Ramos a “mentira”, refere-se à declaração de Madureira sobre a falência da empresa Potência, contratada para executar os serviços de leitura de medidores de energia elétrica e entrega de faturas em Manaus.

Madureira explicou na ocasião que, por conta disso, a companhia foi obrigada a contratar, sem licitação, a empresa Fort Empreendimentos e Tecnologia para realizar os trabalhos.

Mas, de acordo com as denúncias feitas por Marcelo Ramos, funcionários da empresa Potência foram flagrados realizando normalmente suas funções nessa quarta-feira (28).


“Esta é aquela empresa que o senhor Madureira disse que havia falido no fim do ano passado e que levou a companhia a cobrar as contas pelo consumo médio, resultando em aumento nas faturas a partir de janeiro”, disse.

O deputado chegou a questionar ainda que, “ou a empresa não faliu ou é “laranja” da Fort Empreendimentos e Tecnologia, que foi contratada, sem licitação, pelo valor de R$ 3,2 milhões”.

Alfinetada

O oposicionista também ‘cutucou’ seus colegas de Plenário que botaram para ‘escanteio’ a ideia da Instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para apurar os problemas relativos à prestação do serviço de energia feito no Estado pela Eletrobras.

“E ainda há quem defende que não se faz necessário CPI para investigar a Amazonas Energia”, disparou.