Publicidade
Manaus
Manaus

Distrito de microempresas do AM sob nova direção

Processo de reestruturação leva em conta a possibilidade de o Sebrae-AM vir a gerir o Distrito das Microempresas 02/02/2012 às 11:24
Show 1
Gilberto Tavares, preside a Associação das Microempresas do Dimpe
CIMONE BARROS Manaus

Inaugurado há três anos, o Distrito Industrial das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Amazonas (Dimpe) “Ozias Monteiro” está em processo de reestruturação.

Uma das principais mudanças é a entrada do Sebrae-AM como seu administrador, e a possibilidade de reverter o valor de Concessão de Direito Real (uma espécie de aluguel), pago pelos empreendedores, em cursos, treinamentos e infraestrutura do empreendimento, que funciona nos moldes de um condomínio empresarial.

As empresas instaladas no Dimpe são de madeira/ móveis e fitocosméticos / fitoterápicos, além de empresas com processos inovadores que dão suporte aos dois segmentos. “Teremos um papel de trabalhar mais junto às empresas visando dar um suporte maior na parte de gestão empresarial”, disse o gerente da unidade de Inovação e Tecnologia do Sebrae, Marcus Lima.

Até ano passado, a administração do Dimpe, um empreendimento do Governo do Estado em parceria com a Suframa e uma rede de órgãos ligados ao setor de microempresas, estava a cargo da Companhia de Desenvolvimento do Amazonas (Ciama).

“Agora teremos na gestão uma instituição que tem expertise com os micro e pequenos empresários”, disse o presidente da Associação dos empresários do Dimpe, Adimpe, Gilberto Tavares, proprietário da Aga Móveis.

De acordo com a chefe do Departamento de Micro e Pequenas Empresas da Seplan, Judith Sanches, o condomínio possui 24 galpões, mas três estão desocupados, vagas para as quais o governo do Estado selecionou no mês passado três novas empresas: Bioflex Mol Indústria e Comércio de Móveis, Vilas Design Fabricação de Móveis e José Augusto da Silva Cabral - Sohervas da Amazônia Ltda.

Cada condômino paga uma taxa de Concessão de Direito Real de R$ 750 por mês, o que representa R$ 18 mil somados todos os galpões, além do rateio dos custos de operação: limpeza, portaria, energia, estação de tratamento de esgoto. A administração dos custos das despesas em comum fica a cargo da Adimpe.

 Localizado no km 8 da Estrada do Tarumã, o Dimpe possui uma área de 105 mil metros quadrados e cada galpão industrial tem 405 m2 de área construída e gera cerca de 300 empregos diretos.

Em pauta: Central de Negócios

Para dar mais visibilidade aos produtos do Dimpe, os empresários estão negociando a construção de uma Central de Negócios, um espaço onde lojistas e consumidores finais pudessem ter disponíveis os produtos e os portfólios das empresas. A ideia é implantar a “vitrine do Dimpe” até o fim deste ano.

“Temos o projeto, mas não temos o recurso, que queremos obter com o valor da concessão”, revelou Gilberto Tavares. Outra vantagem, segundo o presidente da Adimpe, é que com a central de negócios, os empresários terão espaços para fazer feirões com móveis e produtos (cosméticos, fitoterápicos) com “preço direto da fábrica”.

A Aga Móveis, por exemplo, produz cerca de 300 jogos de sofá por mês e vende 90% da produção para lojistas de 28 municípios do Amazonas e os outros 10% para pequenos empresários das zonas Leste e Norte de Manaus.

Outro pleito da Adimpe é a construção de Centro Tecnológico, uma escola de treinamento, de capacitação profissional dotado com laboratório e salas com vistas a formação de mão de obra qualificada para o setor e formação gerencial para os empresários.

A proposta é que sirva também como base de aproximação entre as empresas e a Universidade, tendo o galpão como campo de pesquisa e formação para universitários. “Esse centro tecnológico já constava no projeto de criação do Dimpe, mas não foi contemplado. Agora estamos buscando apoio do professor Odenildo Sena (secretário de Ciência e Tecnologia)”.