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Distrito Industrial de Manaus: em queda, Polo de Duas Rodas aguarda incentivos federais

Com incerteza de medidas para incentivar o setor, faturamento e empregos estão comprometidos 26/07/2012 às 10:40
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Com incerteza de medidas para incentivar o setor, faturamento e empregos estão comprometidos
RENATA MAGNENTI Manaus

O pacote de medidas prometido pelo Governo Federal e do Estado há mais de um mês para o setor de duas rodas ainda não tem dada para ser apresentado. Enquanto isso, a Associação Brasileira dos Representantes de Motocicletas e Similares (Abraciclo) estima que 10% dos 20 mil industriários do setor já foram demitidos e o mesmo porcentual se aplica na queda da produção.

Nessa quarta-feira (25), o secretário de Estado da Fazenda, Isper Abrahim, disse que o governo decidiu isentar 30 fábricas do setor de duas rodas, mas só anunciará junto com as medidas federais. “O superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, irá à Brasília na próxima semana e deve trazer uma definição”.

O diretor-executivo da Abraciclo, José Eduardo Gonçalves, disse que desde maio busca auxílio do Governo Federal para o setor, e ainda não obteve resposta. “Mas acredito que o governo deverá ainda nos responder”. A estimativa é que o setor tenha retração de 15% este ano em relação ao ano passado, se medidas não forem tomadas.

José Eduardo disse ainda que se as novas medidas fossem aplicadas a partir de hoje, ainda assim seria impossível recuperar o que se perdeu no primeiro semestre. “Todas as medidas serão paliativas e para minimizar os prejuízos existentes”.

O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, disse acreditar que algumas medidas devam sair ainda no início de agosto. “O governo precisa fazer algo para auxiliar o segmento e fará”, disse. Na avaliação de Périco, os consumidores querem adquirir motos, mas não têm crédito.

O representante da Abraciclo acrescentou que a instituição também está em contato com bancos públicos e privados e pede por procedimentos menos rigorosos. “Hoje, os bancos pedem entrada de 20% do valor da moto e parcelam, no máximo, até 36 vezes. Ao menos 85% dos consumidores do produto pertencem as classes C, D e E e o processo de aprovação de crédito tem que levar isso em consideração, criando novas oportunidades”, detalhou.

Para o economista Ailson Nogueira, as medidas só devem ser anunciadas no final de agosto ou início de setembro e os empresários terão que esperar.