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Manaus
FALTA DE PROVAS

Por falta de provas, técnicos acusados por estupro em maternidade não são indiciados

De acordo com o delegado, não houve provas que colocassem os profissionais da saúde em situação de crime de estupro 11/08/2017 às 21:01 - Atualizado em 11/08/2017 às 21:31
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De acordo com o delegado, não há provas suficiente (Foto: Winnetou Almeida)
Fábio Oliveira Manaus (AM)

Os dois técnicos de enfermagens acusados de estupro contra uma moça de 22 anos durante um parto cesariana na Maternidade Moura Tapajós, Zona Oeste, no dia 2 de julho deste ano, não foram indiciados pelo crime, segundo informou o delegado Demetrius Queiroz, titular do 8º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

O inquérito policial foi enviado quinta-feira (10) para a Delegacia Geral, de onde seguirá para a Justiça. De acordo com o delegado, não houve provas que colocassem os profissionais da saúde em situação de crime de estupro. Segundo Queiroz, aproximadamente 15 funcionários foram ouvidos, entre eles toda a equipe médica que realizou o parto no dia do fato.

Queiroz explicou que em todos os depoimentos, funcionários explicaram os procedimentos durante o parto, o que ficou claro que os técnicos fizeram apenas os serviços à eles atribuídos e todos na companhia do pai, um mototaxista de 25 anos, que foi quem denunciou o caso à Polícia Civil.

“A sala de parto é muito clara e não tem como alguém passar despercebido. Os técnicos, na investigação, são os profissionais que trazem a paciente para a sala e na companhia do pai, então tudo foi feito na frente dele, não tinha como se confundir”, explicou.

Demetrius informou ainda que o mototaxista pode responder por denunciação caluniosa. O advogado dos técnicos, Andrews Martins, confirmou o processo por calúnia, difamação e denunciação caluniosa.