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Dona de casa não consegue fazer biópsia para identificar câncer em Manaus

Atendimento da dona de casa foi cancelado por falta de vaga na UTI da Fundação Centro de Oncologia do Amazonas. FCecon diz que exame será feito 07/06/2012 às 15:01
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FCecon Amazonas
Ana Celia Ossame Manaus (AM)

Os familiares da dona de casa Leilijane Lima da Silva, 40, com suspeita de ter um tumor no cérebro, denunciaram não estar conseguindo atendimento para uma biópsia na Fundação Centro de Oncologia do Amazonas (FCecon). Há três anos doente, ela vem realizando exames para diagnosticar um problema na cabeça na rede particular de atendimento médico, inclusive com viagens para fora do Estado, com recursos da família, mas mesmo assim não conseguiu ter um diagnóstico preciso.

Agora, segundo uma das filhas dela, Raíssa Lima da Silva, os médicos indicaram a realização de uma biópsia para apontar a localização do tumor e a gravidade dele, mas não há vagas na fundação para o agendamento do exame. “A família já gastou tudo o que tinha e o que não tinha para buscar recursos fora do Estado e diagnosticar o problema”, contou Raíssa, dizendo que isso foi feito porque para agendar consulta inicial na FCecon, seria necessário esperar meses. Com um diagnóstico inicial de edema cerebral, a família decidiu juntar todas as economias para pagar consultas com médicos particulares para agilizar o atendimento, chegando a encaminhá-la para o Rio de Janeiro onde, no entanto, não houve resultados práticos no atendimento, pois não houve um diagnóstico preciso. Para piorar a situação, acabaram-se os recursos financeiros.

Biópsia adiada

De volta a Manaus, a indicação médica era da realização de uma biópsia, que poderá indicar que tipo de câncer é e as perspectivas da paciente, mas depois de vários meses tentando agendá-lo, na semana passada, na hora marcada, o exame foi suspenso porque não havia vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), fato que revoltou os familiares de Leilijane, que a veem sentido dores de cabeça e tonturas que a impedem de se locomover, tornando-a completamente dependente dos familiares.

A preocupação da família é que com a demora do exame, o caso vá se agravando cada vez e as chances de um diagnóstico preciso para a definição do tratamento sejam comprometidas. “Queremos que o Estado garanta pelo menos esse exame”, reivindicaram.

FCecon

A assessoria de imprensa da FCecon informou que o exame da paciente Leilijane Lima da Silva foi adiado porque, na hora marcada para o procedimento, houve a chegada de um paciente em estado grave que precisou ser encaminhado para a UTI. Como o exame dela será feito na cabeça e pode requerer uma internação na unidade intensiva de emergência, o procedimento, que é cirúrgico, teve que ser adiado.

A paciente, de acordo com a assessoria, vem sendo atendida na FCecon há três meses e já foi avaliada por uma equipe de especialistas, que determinou a realização da biópsia. O exame deverá ser novamente agendado para os próximos dias.