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Durante julgamento em Manaus, Raphael Souza diz que não tinha intimidade com ‘Moa’

Raphael é foi o primeiro réu a ser ouvido nesta quinta-feira (28). Duas testemunhas também prestaram depoimento 28/06/2012 às 16:51
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Raphel Souza é um dos principais acusados do assassinato do traficante de drogas conhecido como "Caçula", ocorrido em janeiro de 2007
JOELMA MUNIZ e EVELYN SOUZA Manaus

Acusado de participação no assassinato do traficante Cleomir Pereira Bernardino, 50, o "Caçula", ocorrido em janeiro de 2007. Raphael Souza, filho do deputado morto Wallace Souza, foi o primeiro réu a ser ouvido na manhã desta quinta-feira (28), durante o Júri Popular do caso ‘Wallace’, que acontece no Fórum Henoch Reis, localizado na avenida André Araújo, Zona Centro-Sul de Manaus.

Também figuram como réus o ex-soldado da Polícia Militar Moacir Jorge Pessoa da Costa, o “Moa”, e do motorista Mário Rubens, o “Mário Pequeno”. Eles são acusados de formação de quadrilha, porte ilegal de armas, associação para o tráfico entre outras mortes.

Um dos pontos que mais chama atenção no caso é a ligação dos crimes com um programa de TV que na época era comandado pelo deputado morto Wallace Souza. De acordo com a acusação, eles matavam ‘inimigos’, e vinculavam as mortes no programa ‘policial’.

Raphael Souza iniciou o depoimento dizendo que sua relação com o “Moa” não era de tanta intimidade, a ponto de os mesmo estarem juntos no mesmo carro no dia do assassinato do ‘Caçula’, ele também negou ser o proprietário das armas (com numerações raspadas) encontradas pela polícia na residência do pai, durante as investigações.

Até o final da manhã duas testemunhas que foram arroladas para depor no julgamento, foram ouvidas. O dono da locadora de carros que supostamente alugou o veículo usado no dia assassinato de Cleomir Pereira Bernardino, 50, o "Caçula", ocorrido em janeiro de 2007 e a mãe de “Moa” já foram ouvidos.

Pablo de Lima e Silva, o dono da locadora de veículos em depoimento disse que não se recorda se o carro usado no dia do crime, um veículo Fiat uno de cor prata, foi alugado na sua empresa. Pablo é cunhado de um amigo de Raphael Souza.

A mãe do “Moa”, identificada como Maria de Fátima, foi ouvida como informante e não como testemunha.

A juíza está ‘rastreando’ a relação dos réus com as testemunhas e depois deve seguir com os questionamentos sobre o assassinato de “Caçula”. O julgamento continua na tarde desta quinta, e só deve ter seu resultado durante esta sexta-feira (29).