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Manaus
OUTUBRO ROSA

Amazonenses contam histórias de superação após vencerem o câncer

Veja histórias de amazonenses que venceram a doença maligna com muita fé e esperança 15/10/2017 às 05:00
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Foto: Evandro Seixas
Mayrlla Motta Manaus (AM)

O brilho no olhar da fisioterapeuta Andresa Brito, 31, não nos deixava ter dúvidas: é possível vencer o câncer! Aos 28 anos ela foi diagnosticada com câncer de mama. Tudo começou quando apalpou os seios e sentiu um nódulo. Por conta da idade e aparência física a suspeita de ser maligno foi logo descartada já que ela não se enquadrava nos fatores de risco. Andresa chegou a fazer uma ultrassonografia e o resultado apontou ser benigno, mas o sexto sentido a fez querer investigar melhor a situação. 

“Procurei uma mastologista. Na consulta levei o exame e ela olhou e disse que faríamos uma biópsia só pra desencargo de consciência. Eu pulei logo e disse que não queria retirar o nódulo, pois não queria ficar com cicatriz no seio (risos).  Pois bem, eu fiz a tal da core biópsia e depois de uns 15 dias recebi o resultado. Eu sozinha abri o exame e quando li: Carcinoma Infiltrativo”, relembra. 

Quando leu o resultado, Andresa não acreditou. Ela estava na plenitude da beleza, era jovem e no auge da carreira, mas como ela disse: “o câncer não escolhe cor, raça ou sexo”. “É uma mistura de sentimentos e o principal é o medo... medo de morrer, medo de sofrer, medo de tudo...”, desabafa. 

Naquele mesmo ano, Andresa fez a mastectomia na mama esquerda e passou por sessões de quimioterapia. Após a cirurgia ela fez oito sessões de quimioterapia e mais 17 de hormonioterapia. Ele relembra que caiu na real quando começou a perder os cabelos: “o câncer chegou”. 

Hoje ela é uma paciente em remissão, leva uma vida normal, alimentação correta, atividades físicas e sempre muito vaidosa. “Durante todo o tratamento sempre pensei muito positivo, com muita fé em Deus e que tudo daria certo... e deu! Continuei com uma dieta saudável, praticando atividade física e isso foi muito importante para o sucesso do tratamento, pois eu tive câncer, mas nunca eu estive doente. Tive o apoio da minha família e o amor é fundamental”, finaliza. 

Tudo deu certo
Em dezembro de 2014, a cozinheira Eva Nobre, 63, começou a sentir uma dor nas axilas e logo procurou ajuda médica. Em outubro daquele ano ela fez os exames ginecológicos e até então estava normal. Mas foi justamente a dor na axila que a fez pensar diferente. “Fiz uma mamografia em eu estava com o linfoma da mama inflamado. A partir dali começou meu tratamento. Fiz biopsia e constatou estar muito evoluído. O câncer era muito invasivo e eu estava muito infectada”, relembra. 

Com o resultado em mãos ela partiu para a quimioterapia e passou por mais de 50 sessões, sendo 25 da quimio branca e 27 da vermelha. “Meus cabelos começaram a cair na segunda semana. Isso te abala muito, abaixa tua imunidade. Mesmo assim, eu tive uma equipe que trabalhava ao meu favor. Deus abriu portas de uma maneira especial e de nenhuma maneira eu me senti só. Eu passei por muitos momentos difíceis, daqueles de pensar se no amanhã ainda estaria aqui. Mas com o amor de Deus, amor da família eu consegui vencer”, relata. 

Meses depois fez a mastectomia da mama esquerda e para ela contar esse testemunho de vitória é sensacional. “Quando me faltava forças, Deus enviou providência e hoje estou aqui para mostrar a quem precisar que precisamos somente de força e fé. No momento, ainda não estou com alta definitiva, mas estou feliz. Sinto-me uma mulher totalmente realizada porque eu venci”, finaliza. 

Luta pela sobrevivência
Também em 2014, a merendeira, Lucilene Cavalcante, 59 anos, descobriu ter câncer de mama. “Foi muito triste, não tinha ânimo para viver, para trabalhar, não tinha cabeça para nada. Para dirigir as coisas na minha casa eu me mantinha firme e demonstrava estar alegre, mas por dentro eu estava morta”, desabafa.
Ela relata que a maior dor é a da espera pelos resultados dos exames e consultas. “Depois de muita peleja fui operada em junho de 2015 e ali começou a luta pela sobrevivência”, pondera. Hoje, após passar por toda essa situação e contar o testemunho de cura ela se sente realizada. “Creio que Deus me deu a vitória”. 

Blog, Nathalya Kellem, estudante

Deus me usou para mostrar as outras pessoas que é possível vencer também.  Mostrar que com muita fé e atitude você pode vencer tudo. Como eu venci o câncer, muitas pessoas me tiveram como exemplo, mas isso não é mérito meu. A minha luta incentivou muitas pessoas e continuo até hoje. Por incrível que pareça, eu gosto de lembrar desse câncer, pois ele me mostra de onde eu vim e para onde vou. Eu fui diagnosticada com um tumor maligno, que ficava por detrás das vias ópticas, com dois anos e dez meses de idade. E assim como ele veio na minha vida na infância, ele pode vir em outras pessoas na adolescência, na vida adulta ou velhice. E assim como eu venci, outras pessoas podem vencer. Eu só venci porque acreditei em Deus e tive fé que esse quadro iria mudar.