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Eleição para presidência da ALE-AM antecipa disputa na Casa

Presidente da Assembleia Legislativa afirma que vai manter pacote de obras, apesar das críticas de seus pares 14/03/2012 às 07:25
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Vice-presidente da ALE-AM, Marcos Rottas, criticou a falta de informação
KLEITON RENZO Manaus

O atrito entre os deputados Ricardo Nicolau (PSD), presidente, e Marcos Rotta (PMDB), primeiro vice-presidente da Assembleia Legislativa (ALE-AM), em torno das discussões sobre a construção de um edifício garagem orçado em R$ 23,5 milhões, expuseram, nessa terça-feira (13), o clima nos bastidores da disputa pela presidência da Casa, a ocorrer no mês de dezembro, e que tem os dois como principais candidatos.

Enquanto Nicolau caminha para o fim do seu último ano de mandato e, na Casa afirmam que ele nutre o desejo de concorrer à reeleição. Os deputados Belarmino Lins (PMDB) e Marcos Rotta ‘lembram’ os parlamentares para que cumpram o compromisso de conduzir Rotta à presidência.

“Teremos as eleições municipais agora e, em dezembro, teremos eleições para a presidência da ALE-AM. E há um compromisso com os deputados de que o próximo presidente será o deputado Marcos Rotta. Esse compromisso está na minha memória”, dispara Belão.

Mais cauteloso, Marcos Rotta disse que o caminho natural para a presidência passa pela primeira vice-presidência, e assim espera que seja feito este ano.

“Aqui tudo é feito numa ascensão natural. O Ricardo (Nicolau) era primeiro vice-presidente e ascendeu ao cargo de presidente. Nada mais natural que o curso continue sendo esse. E eu espero que isso ocorra. Agora se não ocorrer, paciência. Nós temos uma Casa democrática”, declara o parlamentar.

De acordo com Rotta, a situação das obras “depõe contra a imagem do parlamento de maneira geral”. “Isso não é exclusivo do presidente ou da Mesa Diretora, envolve a Assembleia como um todo. Depois dessa saia justa, eu espero que melhore a transparência na Casa”, disse.

O deputado Ricardo Nicolau foi confrontado com o clima que tomou conta da sessão plenária de ontem da ALE-AM. Questionado tanto pela base do governo quanto a oposição sobre a falta de transparência nas decisões da Mesa Diretora, ele disse que “as críticas são naturais” e que “o parlamento é feito dessa maneira”.

“A Casa é uma casa política e as eleições futuras, lógico, que interferem. Mas nós estamos fazendo uma administração voltada ao parlamento, e é isso que nós vamos fazer até o último dia do nosso mandato”, disse o presidente da Assembleia.

Luiz Castro “Havia diálogo”

A discussão sobre a construção das obras que vão custar mais de R$ 29 milhões aos cofres da Assembleia Legislativa (ALE-AM), teve clima tenso entre os deputados Luiz Castro (PPS) e Ricardo Nicolau (PSD), que também trocaram farpas em plenário.

Castro em diversos momentos chegou a confrontar a administração de Nicolau com os anos de presidência de Belarmino Lins (PMDB). “O deputado Belarmino, pode ter tido as falhas dele, mas em uma coisa não podemos negar: havia diálogo”, disse.

 O deputado chegou a apresentar à Mesa Diretora um memorando pedindo que Nicolau não continue a obra do edifício garagem, orçado em R$ 22 milhões. Mas o presidente da ALE-AM não aceitou a manifestação do líder da oposição.

Obras vão continuar, afirma Nicolau

“Eu quero ver o início das obras. Eu quero que iniciem e nós vamos transformar a Assembleia este ano num canteiro de obras em todos os lugares”, esta foi a resposta do presidente da Assembleia Legislativa (ALE-AM), Ricardo Nicolau (PSD), quando questionado se a pressão recebida pelos deputados para ele cancelar as obras tinha alcançado êxito.

Segundo o presidente, as “situações relacionadas aos certames estão todas esclarecidas”. “Mandei para o Tribunal de Contas e para o Tribunal de Justiça e não temos nenhum problema quanto a legalidade delas”, disse Nicolau. Ele ainda  completou: “A história vai dizer se o que fiz está certo ou errado”.

O presidente disse que vai interpelar judicialmente o deputado José Ricardo (PT), sobre as suas últimas manifestações. “O deputado José Ricardo faz parte de um sindicato que estava envolvido nessa questão, e ele será arrolado como testemunha”, declarou.