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Eleições 2014: Braga dificulta saída de José Melo do PMDB

“Agora, tem o Ministério Público Eleitoral que vem agindo nesses casos, criando embaraços para quem decide trocar de partido”, diz Eduardo Braga 18/03/2013 às 08:47
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Em entrevista, Braga reiterou sua disposição de disputar o governo em 2014
Lúcio Pinheiro ---

No mesmo dia em que A CRÍTICA publica entrevista na qual o vice-governador José Melo reivindica a vez de disputar o Governo do Amazonas, e afirma que sairá do PMDB, o senador Eduardo Braga (PMDB) afirma à imprensa que Melo está onde está por causa do PMDB. E insinua que a saída do vice-governador da atual legenda não será fácil.

“O Melo se tornou vice governador graças ao PMDB. Se quiser sair, cabe ao diretório do partido avaliar. Caso seja mesmo esse o seu objetivo (não sei dizer se é, não falo com ele faz algum tempo), entendo ser difícil segurar uma pessoa que não quer ficar. Agora, tem o Ministério Público Eleitoral que vem agindo nesses casos, criando embaraços para quem decide trocar de partido. A exceção é quando o partido é novo”, declarou Braga ao Portal do Holanda.

A entrevista, confirmada pela assessoria de imprensa do senador, foi publicada neste domingo (17). Mas segundo a assessoria, teria acontecido na sexta-feira. Foi na sexta-feira que José Melo deu entrevista a A CRÍTICA, afirmando que está preparado para disputar a sucessão do governador Omar Aziz (PSD).


Na mesma entrevista, publicada neste domingo em A CRÍTICA, o vice-governador disse que o PMDB não irá “pôr dificuldade” na ida dele para o PRP, legenda criada por ele no Estado. Melo também disse acreditar que Braga não criaria obstáculos aos planos dele de trocar de partido. “O Eduardo é um democrata. Ele não vai me colocar uma camisa de força”, disse.

A reportagem tentou contato com Eduardo Braga, mas não obteve sucesso. Segundo a assessoria do senador, neste domingo, em Manaus, ele participou de gravações para o programa partidário do PMDB, pela manhã, e depois foi para a casa. O senador não atendeu as chamadas ao 82xx-xx00.

Na entrevista que deu, Braga reiterou a condição de pré-candidato ao governo. Mas disse que não faz disso um cavalo de batalha. “Isso é uma possibilidade (a candidatura em 2014), mas não é uma obsessão”, disse o senador.

Observadores políticos de dentro do grupo de Omar e Braga, garantem que o que o senador afirma é justamente o contrário. Ao optar por ficar de fora do processo eleitoral como candidato, Braga assumirá o risco de deixar livre o eleitorado que o guindou à posição de destaque em Brasília para ser assediado por adversários e aliados.