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Manaus
PRÉ-GREVE

Em ato pré-greve, professores interditam av. Brasil, em frente à sede do Governo do AM

Até as 8h, cerca de 1 mil manifestantes estavam no local, e para o resto do dia são esperados 10 mil professores. Greve deve ser deflagrada às 8h45 22/03/2018 às 08:24 - Atualizado em 22/03/2018 às 09:27
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Foto: Winnetou Almeida
Amanda Guimarães Manaus (AM)

Professores da rede estadual de ensino do Amazonas iniciaram na manhã desta quinta-feira (22), em Manaus, um ato pré-greve da categoria em frente à sede do Governo do Estado, na avenida Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste da capital. Até as 8h, segundo os organizadores, cerca de 1 mil manifestantes estavam no local, e para o resto do dia são esperados 10 mil professores no ato.

Devido à quantidade de professores no local, o tráfego na avenida Brasil ficou interditado. De acordo com o diretor financeiro do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom-Sindical), Lambert Melo, a greve dos professores deve ser deflagrada a partir das 8h45 por questões legais. Os professores começaram a ser reunir no local a partir das 7h, com cartazes e carro de som. Eles buscam reajuste salarial de 35% e outros benefícios.

“Estamos esperando até as 8h45 para deflagrar a greve geral dos professores do Estado do Amazonas. Os profissionais da capital vão aderir o movimento em 100% e vamos ter participação de 40 municípios. A nossa negociação está parada”, explicou Lambert.

Segundo o representante do Asprom, o Governo do Estado não está querendo negociar com a categoria. “O governador (Amazonino Mendes) insiste em negociar com o Sinteam (Sindicato dos Trabalhadores de Educação do Amazonas, entidade que representa os professores em âmbito legal), mas a categoria não quer essa representação. Durante o ato desta quinta-feira esperamos a participação de 10 mil pessoas”, disse.

Agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) ajudaram no controle do fluxo de veículo. A faixa da avenida Brasil em frente à sede do governo, no sentido bairro/Centro, foi fechada pelos manifestantes.

Reivindicações

Desde a semana passada, os professores da rede estadual de ensino do Amazonas fazem paralisações e atos de protesto em escolas de Manaus e do interior do Estado. Eles exigem reajuste salarial de 30% e mais 5% real de salário, totalizando um índice de 35%. Além disso, a categoria busca manutenção do plano de saúde, que foi cortado para parte deles, e vale alimentação.

No início da semana, o Governo do Amazonas propôs pagar a data base da categoria de 2017 no percentual de 4,57%, o que foi rechaçado pelos professores. Também foi oferecido aumento em R$ 200 do vale-alimentação dos docentes em sala de aula, totalizando R$ 420; promoções verticais de 3.516 professores que concluíram títulos de graduação; extinção da taxa de 6% do vale-transporte; e auxílio localidade de R$ 30 para R$ 200, e até R$ 1 mil dependendo da distância em casos de professores que trabalham em interiores.

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