Publicidade
Manaus
sociocultural

Em Manaus, escola estimula vivência de crianças com a cultura indígena

Na festinha de comemoração do Dia das Mães, índios da etnia Tikuna foram convidados a compartilhar sua dança e artesanato com os alunos e mães. 07/05/2016 às 00:27 - Atualizado em 07/05/2016 às 14:28
Show 1
Eles interpretaram, junto com as mães índias Tikunas, uma canção que em português significa “pássaro azul” (Fotos: Antônio Menezes)
Luana Carvalho Manaus (AM)

No título ‘Curumim chama cunhatã que eu vou contar’, o cantor Jorge Ben Jor lembra que há mais de 500 anos todos os dias era dia de índio. Compartilhando do mesmo pensamento, professores da Creche Escola Vida estimulam  a  vivência com  a cultura indígena  rotineiramente, e não apenas no dia 19 de abril. Na última sexta-feira (6), na festinha de comemoração do Dia das Mães, índios da etnia Tikuna foram convidados a compartilhar sua dança e artesanato com os alunos e mães.

“Eu acho muito importante ter esse tipo de atividade, principalmente porque estamos no Amazonas há seis meses e meu filho nunca tinha tido essa experiência tão próximo dele. Ele está absolutamente encantado com essa integração e oportunidade de conhecer outras culturas”, relatou Ana Paula Lucas, 41, mãe de Miguel Angêlo.

Eles interpretaram, junto com as mães índias Tikunas, uma canção que em português significa “pássaro azul”. Os próprios alunos com ajuda dos professores confeccionaram os cocares e presentearam as mães com chocalhos para complementar o som do grupo Wotchimaucu.

Michella Lasmar, 36, mãe da pequena Clara, de apenas 5 anos, se emocionou com a homenagem. “A nossa identidade é indígena. É muito bom quando vemos nossos filhos fazendo parte de projetos dessa grandeza, traz um conforto saber que nossas crianças estão tendo contato com nossa origem, com a cultura que está em nosso DNA. A escola está resgatando isso, eles aprendem termos indígenas, e na minha opinião é uma experiência incrível”. 

Diretora da escola, Swely Costa, explica que projetos como este faz bem para a  saúde mental, psicológica e social das crianças. “Nós não temos que criar culturas, temos que buscar nossa cultura. A cultura indígena é tão latente nas crianças que basta trabalharmos um pouco que elas já recebem de corpo e alma, o adulto é que precisa ser muito trabalhado”. 

Swely explica que  a proposta de fazer a atividade no dia das mães serviu para sensibilizar os responsáveis pelas crianças quanto a importância de preservar a cultura indígena.