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Em Manaus, Samu faz 3.800 atendimentos em um mês

Ocorrências aumentam durante períodos de festas e feriados prolongados por conta de acidentes de trânsito, principalmente envolvendo motocicletas. Em média, Samu recebe, diariamente, de 850 a 900 ligações: 30% são trote 19/11/2012 às 13:47
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Viaturas do Samu
Bruna Souza Manaus, Am

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizou somente no mês de outubro, em Manaus, um total de 3.800 atendimentos. Só no segundo final de semana deste mês de novembro foram 183.

Não bastassem as emergências 'reais', o Samu vem recebendo cada vez mais trotes, principalmente com a participação de crianças, que ligam 'brincando' para o telefone de emergência.

Em média, o Samu recebe, diariamente, entre 850 a 900 ligações. Destas, 30% são de trotes. Nos outros 50% dos telefonemas são feitas orientações pelo telefone e 20% resultam em remoções pelas ambulâncias do serviço.

Entre as principais ocorrências atendidas estão os problemas clínicos, como suspeita de infarto, falta de ar ou doenças oncológicas. Mas os serviços oriundos de traumas, como acidentes de trânsito, acidentes de trabalho, vítimas de tiros, entre outros, vem crescendo em número de ocorrência nos últimos anos.

As ocorrências aumentam durante os períodos de festas e feriados prolongados, com atendimento de acidentes de trânsito, principalmente envolvendo motocicletas, e agressões físicas.

"Trabalhamos com atenção, recebemos as chamadas e filtramos todas as informações repassadas, verificando a necessidade do atendimento rápido. O médico na base já repassa as primeiras orientações para que a vítima seja socorrida rapidamente e com sucesso", disse o coordenador geral do Samu, Ruy Abrahim.

De acordo com ele, o médico faz uma avaliação sobre a situação do paciente e, verificado a urgência do atendimento, a ambulância é deslocada. Em outros casos, apenas as orientações são repassadas.

"É importante que as pessoas saibam que o Samu não é transporte e sim o atendimento de ocorrências de urgência e emergência", afirmou Ruy Abrahim.

"Recebemos muitos pedidos e, na maioria dos casos, as pessoas precisam procurar diretamente o hospital, unidade de saúde ou ambulatório para o atendimento, permitindo assim que as ambulâncias estejam disponíveis para casos de urgência", destacou.

Socorro por telefone
A menina Anne Gabrielle, de apenas dois meses, sobreviveu após o atendimento bem sucedido realizado pelo telefone de emergência. Na madrugada do dia 17 de outubro, a dona de casa Raquel Sampaio, 32, observava a filha no berço, quando ela começou a vomitar.


A mãe correu para socorrê-la e viu que a pequena estava sem respirar. Desespera, pediu socorro do marido, o militar Bruno dos Santos, 24, e começou a bater nas costas da criança. Sem efeito. Ela ligou para o Samu e foi atendida pelo médico Ézio Nobre, que orientou a mãe. A criança foi salva.

"Fiquei desesperada. Nem sei como consegui ligar para o Samu. O doutor me pediu para virar a bebê de bruços e bater com mais força nas suas costas. Meu marido assim fez e a menina conseguiu chorar e respirar normalmente", contou a dona de casa.

Após o atendimento por telefone, a ambulância chegou à casa da família, localizada na rua 5, no bairro Alvorada, Zona Oeste. A criança foi examinada e mesmo passando bem, foi encaminhado ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) do bairro.

"Graças a Deus o atendimento foi muito rápido. Se tivéssemos entrado no carro para socorrê-la e não tivesse ligado para o Samu, não daria tempo de salvar a minha filha", declarou a mãe.

Alcance
O Samu atende Manaus e a zona rural da cidade até o KM 43 da BR-174 e o Km 57 da rodovia AM-010. Possui 36 ambulâncias, destas, quatro são de suporte avançado com Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Oitocentos e sessenta funcionários atendem a população, divididos entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, condutores e administrativos.

O serviço de atendimento aguarda a entrada de novos servidores, aprovados no último concurso público realizado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

São nove bases do serviço na capital, sendo divididas em bases na zona Sul, localizado na Bola da Suframa, zona Oeste, ao lado da prefeitura, zona Norte, em frente ao Hospital Francisca Mendes, zona Leste, na avenida Grande Circular e mais cinco nas zonas Centro-Oeste, Centro-Sul e nos bairros do Santa Etelvina, Colônia Antônio Aleixo e mais uma base recentemente inaugurada na Cidade de Deus.