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Em período eleitoral vereadores esvaziam a Câmara Municipal de Manaus

Virou banalidade a cobrança da presidência para que vereadores participem das sessões plenárias 31/07/2012 às 07:40
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O presidente da CMM, Isaac Tayah, adotou nessa segunda a chamada nominal
Augusto Costa Manaus

Apesar de o presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Isaac Tayah (PSD),  ameaçar punir os gazeteiros das sessões plenárias da Casa,  na prática, a maioria dos 38 parlamentares demonstra não está nem um pouco preocupada com essas possíveis punições. Ontem, durante a audiência pública para discutir a proposta de intervenção da prefeitura no Centro de Manaus, a falta de interesse por parte dos vereadores era o sinal mais evidente. Em determinados momentos, mesmo o painel eletrônico da CMM registrando a presença de 35 vereadores, somente 11 estavam em plenário.

Ainda assim, o vereador  Isaac Tayah afirma que não há  “recesso branco” na Casa. Desde fevereiro, opresidente da CMM anuncia, publicamente, que vai descontar as faltas dos vereadores que não observarem o regimento interno. Ninguém foi punido até hoje.

Nessa segunda-feira (30), numa tentativa de amenizar as  “fugas” de vereadores, Tayah autorizou a distribuição à imprensa da lista de presença dos vereadores.

“Vou continuar cumprindo o Regimento Interno. Somente os vereadores da CPI da Água que estavam em reunião foram dispensados. Os demais, eu disse que vamos descontar. Isso é um desrespeito. Mandei desconsiderar o painel que marcava 35 presenças, fizemos uma chamada nominal e verificamos quem estava no plenário”, disse.

De acordo com a chamada nominal estavam em plenário no início da audiência pública os vereadores: Ademar Bandeira (PT), Amauri Colares (PSC), Dr. Modesto (PT do B), Eloy Abreu (PTN), Homero de Miranda Leão (PHS), Joaquim Lucena (PSB), Mirtes Salles (PPL), Fabrício Lima (PRTB), Mário Frota (PSDB), Mário Bastos (PRP), Socorro Sampaio (PP), Wilker Barreto (PHS) e Wilton Lira (PDT).

 Marasmo contamina ações da CPI da Água

A falta de interesse do presidente da CPI da Água, vereador Leonel Feitoza (PSD) e de alguns membros da comissão ficou evidente ontem durante o depoimento do ex-procurador-geral do município no governo do ex-prefeito Serafim Correa (PSB), Ananias Ribeiro Júnior. Ele foi convidado a prestar esclarecimentos sobre o processo de repactuação entre a Prefeitura de Manaus e a empresa Águas do Amazonas ocorrido na gestão de Serafim Corrêa.

Leonel Feitoza chegou às 10h10 para participar da oitiva e cerca de 50 minutos depois, deixou a  sede da CMM. O vereador Fabrício Lima (PRTB), que também é membro da comissão, abandonou a reunião dizendo que iria para o plenário porque faltava quórum para iniciar a sessão. O vereador Jefferson Anjos (PV) não compareceu à reunião da CPI da Água nessa segunda. Nesta terça, às 11h, a CPI tem agendada uma reunião interna para definir as diretrizes que serão adotadas à apresentação do relatório final.

Segundo o relator da CPI da Água, vereador Marcel Alexandre (PMDB), a comissão tem até o dia 4 de agosto para apresentar o relatório, mas pode prorrogar por mais dez dias. “Na minha opinião teria sido fundamental ouvir os ex-prefeitos Serafim Correa, Alfredo Nascimento e o prefeito Amazonino Mendes, porque essa praga triste que Manaus passa em relação a falta de água na cidade tem responsabilidades. A CPI vai dar a sua contribuição enviando o relatório para o Ministério Público Estadual (MPE) e para o Tribunal de Justiçao do Amazonas”, afirmou Marcel.

O relator disse que vai apresentar o relatório no último dia do prazo, porque precisa de tempo para avaliar todos os elementos disponíveis.