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Empregabilidade: ser DJ é uma profissão rentável

Um dos DJs mais experientes de Manaus, Raidi Rebelo, conta que para seguir na profissão é preciso gostar, em primeiro lugar. “Hoje em dia tem muita gente que entra na área por empolgação. Mas para se manter discotecando, só com muito amor”, destaca Raidi, que foi o primeiro a promover um curso de DJ em Manaus, nos anos 80 06/08/2012 às 08:15
Show 1
Atividade de DJ conta com agenda sempre lotada e carteira cheia
Nathália Andrade Manaus

Uma das profissões mais cobiçadas, principalmente pelo público jovem, ganha cada vez mais espaço em variados tipos de eventos como festas corporativas, baladas e até acompanhando bandas completas. Mas afinal de contas, o que é ser DJ e quão lucrativo pode ser esse trabalho? Fique atento às dicas.

Um dos DJs mais experientes de Manaus, Raidi Rebelo, conta que para seguir na profissão é preciso gostar, em primeiro lugar. “Hoje em dia tem muita gente que entra na área por empolgação, os avanços tecnológicos facilitaram muito a vida do DJ. Mas para se manter discotecando, só com muito amor”, destaca Raidi, que foi o primeiro a promover um curso de DJ em Manaus, nos anos 80. “Hoje não tenho mais tempo para ensinar do jeito que eu gostaria”, diz.

Novos rumos
Por ser uma esécie de “vitrine”,  a atividade de  DJ pode, ainda, abrir novas possibilidades e tomar novos rumos, no mercado.   Foi o que aconteceu com o DJ Evandro Jr, que começou tocando em festas e hoje se tornou empresário no ramo de eventos de forró,  além de ser vocalista na banda Xiado da Xinela. 

Outro exemplo é o DJ Neto Brelaz, residente da boate Cabaret Night Club, localizada no Centro de Manaus. “Comecei em 1989. Me arriscava a tocar desde muito novinho. Mas confesso que no início eu não ligava muito, era mais um hobby”, disse. Atualmente Neto toca no Cabaret, onde também é gerente; e em algumas cidades do interior. O DJ já se apresentou em estados como São Paulo, Santa Catarina, Pará e Roraima. 

Quanto ganha?
A renda mensal de um DJ pode variar de acordo com o equipamento utilizado, o estilo musical (que depende do ritmo que esteja em alta), o tempo de carreira e o conhecimento técnico. Mas um profissional recém formado, que toque em festas pequenas duas vezes por semana, por exemplo, pode ganhar até R$ 2 mil.

Profissão regulamentada
Em dezembro de 2011, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) aprovou,  em decisão terminativa, o projeto de lei do ex-senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS) que regulamenta a profissão dos “Disc-Jockeys” (DJs). Chamadas no texto, respectivamente, de “profissional de cabine” e de “produtor DJ”, as atividades passaram a constar da lei nº 6.533, de 1978, que trata da regulamentação das profissões de artistas e de técnicos em espetáculos e diversões.

Para exercer as atividades legalmente é necessário obter o registro na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, que terá validade em todo o País. Os profissionais exercerão jornada de trabalho de seis horas diárias. ou 30 semanais. A proposta determina que  o profissional pode prestar serviço em atividades diversas, ajustadas no contrato.

Opções de cursos pagos e gratuitos
O DJ Nakai, que toca há mais de 20 anos, oferece um curso prático com aulas aos sábados, das 14h às 18h, com turmas de cinco alunos. O investimento é de R$ 600, podendo ser pagos em duas parcelas. Informações pelo telefone 9145-7060. Uma opção gratuita é o curso oferecido pelo Projeto Batukada, que funciona no bairro da Glória. “Queremos fechar uma turma até setembro. Os interessados devem apresentar apenas cópia da identidade, CPF e comprovante de residência”, disse o diretor Ewerton Almeida. Mais informações pelo 3307-9499.