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Empresa aérea nega discriminação contra portador de necessidades especiais, em Manaus

De acordo com a Azul Linhas Aéreas, as orientações passadas à mãe da criança seriam para que ela se inteirasse sobre as medidas de segurança e conforto para o pequeno passageiro 11/04/2012 às 08:44
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Para psicóloga houve sim preconceito contra o filho cadeirante e portador de necessidades especiais
Síntia Maciel Manaus

A assessoria de comunicação da empresa Azul Linhas Áreas negou ter cometido qualquer ato discriminatório contra a psicóloga Rosângela Fernandes e o filho dela, de 7 anos, nessa segunda-feira (9), na ocasião que ela tentou comprar passagens aéreas de Manaus para Campinas (SP), onde a criança será submetida a um tratamento médico.

Conforme uma nota divulgada pela assessoria da Azul, a empresa entrou em contato com a Rosângela e explicou os procedimentos necessários para o embarque de seu filho.

Tais procedimentos visam à segurança e o conforto de pessoas com necessidades especiais como as do filho de Rosângela. A

 Azul ressalta que em nenhum momento negou o embarque do cliente, mas orientou a mãe sobre as condições necessárias para isso. A companhia está aguardando o envio de toda a documentação solicitada a fim de analisar a viabilidade do embarque seguro para o menino.

Avaliação
O contato da empresa foi confirmado por Rosângela, mas de acordo com a própria a viagem deverá ser feita por outra empresa aérea.

“Ao invés de descomplicarem, complicaram ainda mais. Salientando que meu filho só viajara se apresentar o Medif para avaliação da equipe médica da empresa, correndo o risco do embargo da viagem, se achassem melhor”, salienta.

Ela explica que o Medif é uma espécie de autorização médica que avalia se o passageiro sofre de enfermidade ou incapacidade que cause efeitos à sua saúde e bem-estar ou até mesmo aos demais passageiros e tripulação; passou por uma cirurgia recentemente; tem uma condição de saúde considerada instável; representa um risco à segurança ou à pontualidade do voo; precisa da atenção ou do acompanhamento médico e/ou equipamentos especiais durante o voo.

“Depois de tudo o que eu passei, não viajo mais por ela”, informou a psicóloga, que também afirmou que houve sim discriminação contra o filho.

Ainda segundo Rosângela, em contato com as demais empresas aéreas, as mesmas teriam se mostrado mais sensíveis ao caso e orientado melhor, como ela deveria proceder.