Publicidade
Manaus
Manaus

Empresário e investigador da PC são condenados por tentaram trazer droga para Manaus

Os dois foram condenados pela Justiça Federal após serem pegos tentando transportar cerca de 315 quilos de cocaína em um automóvel, pela ponte Rio Negro 23/04/2015 às 16:52
Show 1
A ponte Rio Negro, onde o microempresário e o policial foram flagrados, vem sendo usada como rota do tráfico
Jornal A Crítica Manaus (AM)

Um investigador da Polícia Civil e um microempresário foram condenados pela Justiça Federal do Amazonas pelos crimes de tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico. Eles foram flagrados, em fevereiro de 2014, transportando cerca de 315 quilos de cocaína em um automóvel, enquanto tentavam atravessar a ponte Rio Negro.

A condenação ocorreu a partir de denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM).

O policial civil foi condenado a 20 anos de prisão, além de 2.499 dias-multa, o equivalente a cerca de R$ 453 mil, valor que deverá ser atualizado monetariamente até o dia do pagamento. Já o microempresário foi condenado a oito anos e quatro meses de reclusão, além de 1.083 dias-multa, cerca de R$ 157 mil. Após o trânsito em julgado da sentença, se mantidas as condenações, eles deverão cumprir pena inicialmente em regime fechado.

Ao policial civil também foi determinada na sentença a perda do cargo público, em razão do uso para fins criminosos. Ele não poderá recorrer em liberdade, já que frequenta a região de tríplice fronteira e, por isso, há risco concreto de fuga. A prisão preventiva do microempresário também foi mantida em razão de ter sido preso novamente, meses depois de obter liberdade provisória, praticando o mesmo crime.

Tráfico internacional Em depoimento, o microempresário revelou que foi procurado pelo policial civil para auxiliar no transporte da droga de Benjamin Constant (município localizado na tríplice fronteira Brasil-Colômbia-Peru, a 1.116 quilômetros da capital amazonense) para um sítio localizado na estrada que liga Manaus a Rio Preto da Eva (a 60 quilômetros da capital). Pelo serviço, foi oferecido a ele pagamento no valor de R$ 83 mil.

A cocaína foi recebida de um peruano, em 18 de fevereiro de 2014, quando os dois partiram de Benjamin Constant, em uma lancha. O microempresário disse, no depoimento à polícia, que o policial se identificou como investigador para escapar da fiscalização. Relatou ainda que ele utilizou equipamentos policiais, como colete à prova de balas, pistola e submetralhadora.